Governo quer simplificar processos de investimento

Na conferência que assinalou a aquisição dos Hotéis Tivoli pelo Minor Hotel Group, o ministro da Economia afirmou a propósito da complexidade e arrastamento deste processo que um dos aspectos que o Governo quer trabalhar “é a simplificação dos processos de licenciamento, de investimento, de compra” porque “quem quer investir em Portugal ainda passa por muitos tormentos”.

É neste âmbito que se integra o relançamento já anunciado do Simplex que, sublinhou o ministro da Economia à margem da conferência, “tem a ver com simplificar a vida a quem quer trabalhar em Portugal, simplificar a vida a quem quer investir em Portugal, simplificando os processos de licenciamento de novos investimentos”.

Referindo-se à aquisição dos Hotéis Tivoli pelo Minor Hotel Group, orçado em cerca de 300 milhões de euros, Manuel Caldeira Cabral fez notar que se trata do “maior investimento em turismo alguma vez feito em Portugal”, destacando que o facto de processo se ter concluído apesar das vicissitudes por que passou “mostra que Portugal tem capacidade para atrair investidores de referência no Turismo”.

“Portugal tem que atrair mais investimentos destes e é um óptimo sinal Portugal estar a atrair investimentos, quer nesta área quer na área da investigação, quer na área da aviação” porque esta situação “mostra que as empresas internacionais, quando olham para Portugal olham para Portugal como um país com futuro”, acrescentou o governante.

Na intervenção proferida na conferência, o ministro da Economia tinha sublinhado que a confiança que os investidores mostram no nosso país tem como base a existência de um “quadro económico estável” a “melhoria das acessibilidades aéreas” e a “crescente notoriedade do país em termos turísticos”.
Manuel Caldeira Cabral falou ainda de novas condições para potenciar a atractividade de Portugal porque o Governo “tem de fazer o seu papel na captação de rotas, na promoção turística, na organização das actividades de suporte ao sector e na regulamentação, para que haja uma concorrência justa no sector”.