Grandes cadeias hoteleiras norte-americanas interessadas em Cuba

As grandes cadeias hoteleiras norte-americanas, entre as quais a Marriott International, a Hilton Wordwide e o Grupo Carlson Hospitaly, aumentaram o seu interesse em investir no mercado cubano. A normalização das relações entre os dois países abre caminho para que se possam explorar oportunidades comerciais neste sector.

Os executivos destas companhias indicaram que nos últimos meses têm mantido conversações com empresários cubanos com o objectivo de começarem a preparar o futuro em que possam estabelecer os seus negócios em Cuba. Os hoteleiros norte-americanos ainda estão proibidos de investir em Cuba mas os turistas dos Estados Unidos podem viajar para a ilha desde que cumpram certos critérios, como ser cubano-norte americano ou participar em viagens especiais culturais ou educativas

Os hoteleiros recordam que a recente flexibilização das restrições para viajantes provocou um aumento de 16% de turistas norte-americanos em Cuba, e esperam que este número possa “disparar”, alcançando os 1,5 milhões de entradas por ano se forem levantadas todas as restrições de viagens.

A intenção de Cuba é gerar 20 mil novos quartos até o ano 2020, passando o país a contar com 85 mil quartos. Recorde-se que o Grupo cubano Gaviota ampliará para 50 mil quartos até 2020, plano que prioriza a cidade de Havana com a inauguração de três novos hotéis nos próximos três anos. Posteriormente, o Ministério cubano do Turismo anunciou um objectivo mais ambicioso, ou seja, construir 110 mil quartos até 2030.

Mas não são só as cadeias norte-americanas a mostrarem interesse por Cuba. O Grupo MGM Muthu Hotels, com sede em Singapura, assinou um acordo com o Grupo Gaviota para operar um hotel de 5 estrelas em Cayo Guilhermoe abrirá em finais de 2016 ou início de 2017.