Grupo Vila Galé: resultados operacionais no Brasil ultrapassaram os de Portugal

Em 2013, os resultados da Vila Galé em Portugal inverteram a tendência de queda, com as receitas a crescerem 5% face a 2012. Mas 2013 foi também o ano em que, pela primeira vez, os resultados operacionais no Brasil ultrapassaram os de Portugal, com as receitas a equivalerem-se, disse ontem Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador da Vila Galé, num almoço com a imprensa, no Vila Galé Palácio dos Arcos. Pela primeira vez desde 2008, os resultados da Vila Galé inverteram a tendência de queda, com os 18 hotéis do Grupo em Portugal a alcançarem receitas da ordem dos “63,5 milhões de euros, mais 5% que em 2012” mas, mesmo assim “longe dos melhores anos”. A ocupação acompanhou a tendência das receitas, o que significou que “os preços mantiveram-se”. Os maiores responsáveis por este crescimento foram os mercados tradicionais, nomeadamente o Reino Unido, a Irlanda, a Alemanha e também a França. No pólo oposto ficaram os mercados de Espanha e Itália, que voltaram a descer, com Gonçalo Rebelo de Almeida a avançar que “em 2013, Espanha caiu 15% em cima dos 20% que tinha descido em 2012”. A “grande surpresa” acabou por ser o “mercado português que cresceu 5% face a 2012, representando 40% das dormidas e 50% dos clientes”. O aumento deu-se em todos os hotéis, à excepção de Coimbra, com as unidades da Madeira e do Algarve a serem responsáveis pelos maiores crescimentos. Muito boa performance teve também a unidade de Cascais que “passou sempre ao lado da crise”. Quanto ao Vila Galé Palácio dos Arcos, a mais recente unidade do Grupo em Portugal, “não ganhámos dinheiro mas as perspectivas são boas”. No Brasil, onde o Grupo detém seis unidades num total de 5.000 camas, o negócio vai de vento em popa, e pela primeira vez os resultados operacionais ultrapassaram os de Portugal. As receitas cresceram 16% face a 2012, para cerca de 200 milhões de reais, ou seja, 62,6 milhões de euros, resultado sensivelmente idêntico ao de Portugal. A prejudicar os resultados do Brasil, disse Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Conselho de Administração da Vila Galé, esteve o valor do real: “se fosse com uma cotação mais antiga, os resultados teriam chegado aos 90 milhões de euros”, muito acima dos registados no nosso país. Ao contrário do que se passa em Portugal, no Brasil os resultados foram impulsionados pelo mercado interno, com os resorts Vila Galé Marés, em Guarajuba (Bahia) e Cumbuco (Ceará) a serem os que apresentaram melhor performance: “O Cumbuco já quase atingiu o Marés”, sublinhou a propósito Jorge Rebelo de Almeida, acrescentando que “ao contrário de outros, sempre tivemos bons resultados com os resorts no Brasil”. M.F.