Guiné-Bissau quer criar companhia aérea

A Guiné-Bissau está a preparar-se para ?muito brevemente? criar a sua própria companhia aérea, uma ideia que surge na sequência do cancelamento dos voos da TAP, segundo o presidente do conselho de administração da Agência de Aviação Civil da Guiné-Bissau, Nuno Na Bian. “Como se pode ver recentemente, a TAP cancelou os voos para Bissau. Temos problemas para ter voos para Dacar. Este governo de transição, em colaboração com outras instituições, tem vindo a trabalhar na busca de soluções”, observou Na Bian, em declarações à Lusa. Sem avançar datas nem quaisquer outros detalhes sobre a criação da companhia, o responsável avança apenas que o Governo de transição do país “está a trabalhar afincadamente” na concretização da ideia. Nuno Na Bian considera que a criação de uma companhia aérea de bandeira guineense é a solução para acabar com o ?isolamento? do país em termos de transporte aéreo, uma vez que a TAP era a única companhia europeia com voos para Bissau. “A criação de uma companhia inteiramente nacional ou em parceria com outras companhias aéreas que existem pelo mundo, com direito ao tráfego [aéreo], com o nome da Guiné-Bissau, é uma saída”, defendeu o responsável. Recorde-se que a TAP suspendeu, a 10 de Dezembro, os voos entre a capital portuguesa e a guineense, depois de as autoridades da Guiné-Bissau terem forçado a tripulação da companhia portuguesa a transportar 74 passageiros com passaportes falsos para Lisboa. A situação foi classificada como um grave incidente pelas autoridades portuguesas e europeias e levou à suspensão dos voos directos da TAP entre os dois países, caso sobre o qual Nuno Na Bian preferiu não se pronunciar. I.M.

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