Hortense Martins: Turismo deve ser instrumento de desenvolvimento regional

A deputada socialista eleita pelo distrito de Castelo Branco, Hortense Martins, defendeu a necessidade de se apostar no Turismo como a maior indústria exportadora e como instrumento de desenvolvimento regional. Em sessão plenária na Assembleia da República, Hortense Martins aplaudiu ainda a estratégia do governo para o turismo.

Tecendo críticas às políticas do anterior Governo para este sector, Hortense Martins afirmou ver com bons olhos a estratégia do actual Executivo que em apostar na desconcentração territorial e de produtos com vista à diminuição da sazonalidade e ao incremento do turismo nestas regiões do País.

A deputada falava na sessão em que foi apresentado, e chumbado pela maioria, um projeto de resolução do PSD sobre Turismo. Uma situação que levou a deputada socialista a relembrar a inexistência de estratégia e de políticas públicas por parte do anterior Governo que, disse, apenas “se limitou a deixar acontecer”.

Hortense Martins lembrou o caminho iniciado em 2006, com o primeiro Simplex e o Plano Estratégico Nacional de Turismo, com uma visão a dez anos: “. Um PENT lançado pelo governo do PS, com 10 produtos, 10 destinos e apresentava um caminho e as prioridades para um sector, em torno do qual privados e públicos trabalhavam”.

Frisou ainda que o PS “sempre considerou o Turismo como sector estratégico para o país, dado o seu peso nas exportações, mas também devido a sua capacidade de empregar pessoas, onde os jovens têm forte presença, mas também devido à enorme capacidade de desenvolvimento regional e mesmo às correlações com sectores como o agroalimentar, entre outros”.

Por isso considerou de “extraordinária importância” a visão do actual Governo, expressa pela secretária de Estado do Turismo, ao defender “uma visão integradora de todo o território nacional para o Turismo” que aposta na “desconcentração da procura e a promoção do interior”. “Precisamos de potenciar e valorizar o nosso território, o que passa por reforçar produtos, como o turismo cultural, o turismo religioso, naturalmente, mas por exemplo também o turismo de natureza. Uma estratégia que volte a apostar no aproveitamento das oportunidades do mercado ibérico” reforçou.