Hotéis Real querem gerir terceiros

O Real Management é o novo modelo de negócio do Grupo Hotéis Real criado para a gestão de outras unidades hoteleiras. Na entrevista de Dezembro da revista Turismo de Lisboa, António Gonçalves, administrador do Grupo Hotéis Real, disse que “o crescimento da receita em 1Produtos e Serviços% e de 35% em resultado operacional e média anual de ocupação a rondar os 60%, nos últimos quatro anos das unidades Real, foi alcançado pelas nossas equipas. É nelas que investimos e acreditamos que podem fazer diferença na gestão de outras unidades”.
Para o responsável, “aquilo que nos propomos é gerir “a casa” de alguém. Para isso, temos de não só conhecer muito bem a unidade hoteleira em causa como também os seus proprietários. É para nós imperativo que todas as unidades hoteleiras que possamos vir a explorar enquanto management, possam ser rapidamente identificadas como mais uma unidade com todas as características de qualidade a que os Hotéis Real habituaram os seus clientes durante estes 20 anos”.
Quanto a contactos nesse âmbito, António Gonçalves disse à Turismo de Lisboa que estão “em fase de negociação com algumas unidades, quer em Lisboa quer noutras cidades do país. Porém, até as negociações estarem concluídas, preferimos que o seu conhecimento se mantenha unicamente entre ambas as partes”.
Em termos de resultados, na entrevista pode ler-se ainda que o Grupo “espera continuar a crescer em 2015 de forma sustentada”, depois de estimar concluir 2014 com um “aumento de receita de 3% e de Produtos e Serviços% em resultados face a 2013, aumento que reflecte uma subida do preço médio, ainda que ligeira, e um aumento na ocupação, o que se traduz numa melhor performance do RevPar.
No que aos 20 anos de marca Real diz respeito, o administrador disse à Turismo de Lisboa que “ao longo dos anos houve muitos mais marcos que determinaram o sucesso do Grupo”, mas um dos destaques recaiu sobre “a centralização de áreas comuns que se reflectiu numa optimização de serviços, o investimento na área de F&B que hoje corresponde a cerca de 40 por cento da receita do Grupo e o investimento em nove novos microsites com cerca de 1,5 milhões de euros de receita ao fim de pouco mais de um ano”.
S.C.F.