Hotéis Tivoli: quebras no mercado ibérico colmatada por mercados internacionais

Portugueses e espanhóis, dois dos principais mercados da Tivoli Hotels & Rsorts, ocupando o primeiro e quarto lugares, respectivamente, ressentiram-se da crise económica de 2012 e registaram quebras notórias nos hotéis da cadeia. Estas quebras foram no entanto compensadas pelos aumentos noutros mercados internacionais, avançou ontem Alexandre Solleiro, CEO da Tivoli, durante um almoço com a imprensa. O mercado interno é o mais importante para a Tivoli Hotels & Resorts, mas o seu peso tem vindo a diminuir nos últimos anos. Em 2010, por exemplo, a percentagem de turistas portugueses rondava os 30%, em 2011 caiu para 26% e o ano passado voltou a cair. Dados já de Dezembro mostram que o mercado interno recuou 12% na cadeia Tivoli, registando agora um peso de apenas 22,6%. Pior, o ano passado, esteve ainda o mercado espanhol, que perdeu 19% face ao ano anterior, muito embora se mantenha no quarto lugar em ordem de importância. “Houve uma queda forte no mercado ibérico mas ainda há compensação por parte de outros mercados”, diz Solleiro. O Reino Unido, segundo mercado em ordem de importância para a Tivoli, registou o ano passado um aumento de 4%, enquanto a Alemanha, que ocupa o terceiro lugar, teve uma subida homóloga de 12%. Outros mercados com comportamento positivo foram o Brasil, que subiu entre 3 a 4%, a Holanda, com +11% e França e Irlanda, ambas registando uma subida homóloga de 23%. A propósito, Alexandre Solleiro diz que “se continuarmos a insistir na estratégia lá fora, talvez compensemos as quebras nos mercados português e espanhol. E há também, diz, que apostar em novos mercados, como os Emirados Árabes, o Leste Europeu (Polónia e Rússia), e a África (Angola). Avançando que “já se sentiu algum efeito” do voo da Emirates, o responsável sublinhou também ter “pena que a TAP não consiga duplicar os seus voos para Moscovo”. É pela compensação, com outros mercados, das quebras que se irão verificar uma vez mais este ano no mercado português e no espanhol que se vai desenhar a estratégia da cadeia Tivoli para 2013, um ano que se adivinha difícil mas em que o grupo vai “tentar chegar aos níveis de 2012”, como garantiu Alexandre Solleiro. M.F.