Hotel Turismo de Abrantes reabre em Dezembro gerido pelo Luna Hotels

O Hotel de Turismo de Abrantes, que se encontra encerrado desde Março de 2014, vai reabrir em Dezembro deste ano, garantiu a presidente da autarquia, que visitou o espaço na companhia de José Santos, administrador do Grupo Luna Hotels, empresa que vai gerir a unidade.

As obras de remodelação da unidade hoteleira, que vai ter a classificação de 4 estrelas, representam um investimento que ronda os 2 milhões de euros. Passa a contar com 44 quartos e criar cerca de 50 postos de trabalho.

O Grupo Luna Hotels, a quem o Fundo de Turismo atribuiu a exploração do hotel Abrantes durante os próximos 15 anos, manifestou por diversas vezes a intenção de investir no ramo da hotelaria e turismo em Abrantes. Em Agosto de 2007 a imprensa local noticiava a intenção do Luna Hotéis em investir 10 milhões de euros com a construção de um hotel de quatro estrelas em Abrantes, que deveria entrar em funcionamento em 2010. No entanto, o projecto não foi avante.

“É um investimento muito grande e o nosso risco é depois rentabilizá-lo”, referiu o empresário, acrescentando que “o hotel é um equipamento necessário, Abrantes precisa muito desta unidade, concorrência também não há e esperamos que da parte do município se crie aqui uma dinâmica, cultural e desportiva, para que o hotel seja utilizado”.

No final da visita às obras de recuperação do hotel, Maria do Céu Albuquerque mostrou-se satisfeita com o que viu, referindo notar “uma grande dinâmica”, em linha com “o compromisso reiterado de abertura desta unidade hoteleira até final do ano, que é muito ambicioso. Mas só com uma grande equipa e mobilização é que isso acontecerá”.

“Para nós, este é um projeto determinante. Este hotel encontra-se na zona mais emblemática da cidade e é de todo o interesse que esta unidade abra com as condições que já não tinha há muitos anos e que com isso possamos ser capazes de atrair mais visitantes, mais turistas e proporcionar na nossa cidade esta valência tão necessária”, sublinhou a autarca.

“Para nós é capital que este projecto possa ser concluído o mais rápido possível, em primeiro lugar porque este é um imóvel de grande importância na história da cidade, é um ícone da arquitectura do século passado, está numa zona de privilégio e importa-nos valorizar este património e, por outro lado, a valência que oferece é determinante para a estratégia turística que estamos a desenvolver de promoção do nosso concelho”, sublinhou Maria do Céu Albuquerque.