Hotel Turismo da Guarda no programa Revive

Há anos votado ao abandono, está finalmente decidido o futuro do Hotel Turismo da Guarda que passou a estar incluído no programa Revive. Segundo uma nota da Secretaria de Estado do Turismo, o concurso público está já a ser preparado, “será lançado durante o primeiro semestre de 2017” e o objectivo é que o edifício volte a abrir como unidade hoteleira com uma componente de estágios para alunos das escolas de turismo.

Projectado em 1936 pelo arquitecto Vasco Regaleira, o Hotel Turismo da Guarda, que desde há anos se encontra devoluto e a degradar-se, é um dos edifícios mais emblemáticos daquela cidade. Recorde-se que em 2010, o edifício foi adquirido à Câmara Municipal da Guarda pelo Turismo de Portugal que por ele pagou 3,5 milhões de euros, a fim de ser recuperado e transformado em hotel de charme com escola de hotelaria. O projecto, no entanto, acabaria por não sair do papel, tendo mesmo sido abandonado dois anos depois, em 2012, data a partir da qual o imóvel caiu no abandono.

Em 2015 a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças realizou uma hasta pública para venda do edifício que ficou deserta. Posteriormente, mas ainda em 2015, o imóvel foi colocado à venda, pelo valor de 1,7 milhões de euros, através de um concurso público de arrendamento com opção de compra, uma operação para a qual chegou a haver uma empresa interessada que, entretanto, desistiu.

Já em Maio do ano passado, na inauguração da Feira Ibérica de Turismo, o primeiro-ministro, António Costa, referiu-se à necessidade de ser realizada uma terceira hasta pública e, em Outubro, o município da Guarda admitia recomprar o imóvel caso nessa terceira hasta pública, que não veio a realizar-se, não aparecessem privados interessados.

Agora “o Governo decidiu dar um novo uso a este imóvel integrando-o no Revive, um programa conjunto dos Ministérios da Economia, Cultura e Finanças, tornando-o num activo económico, capaz de gerar riqueza e emprego, e que, ao mesmo tempo, valorize a atractividade turística da região”, anuncia uma nota à imprensa emanada do Gabinete da secretária de Estado do Turismo.

O mesmo documento avança que “a solução encontrada para este imóvel passa ainda por uma aposta na qualificação dos recursos humanos, uma vez que incluirá uma componente de formação prática (estágios) para alunos de cursos de turismo de instituições de ensino superior da região. Promove-se assim, a formação em contexto real de trabalho. Esta é, de resto uma solução que também está contemplada para a Quinta do Paço de Valverde, em Évora, outro dos imóveis do Revive”.