IATA: aumento da procura e load factor recorde marcaram 2017

Em 2017 o tráfego de passageiros aumentou 7,6% face ao ano anterior, “bastante acima da média de crescimento da última década que se situou nos 5,5% ao ano. Já a taxa de ocupação média dos aviões atingiu o valor recorde de 81,4%.

De acordo com os dados tornados públicos esta quinta-feira pela IATA, ao aumento do número de passageiros somou-se um recorde na taxa de ocupação. Com a procura a crescer 7,6% e a capacidade oferecida a aumentar 6,3% em termos homólogos, o load factor subiu 0,9 pontos percentuais para 81,4%, um nível recorde em termos anuais.

“2017 teve um início muito forte e assim permaneceu durante todo o ano, sustentado pela melhoria das condições económicas. Embora as perspectivas económicas continuem a ser favoráveis em 2018, o aumento dos custos, principalmente do combustível, torna improvável que vejamos o mesmo grau de estimulação da procura a partir de tarifas mais baixas como ocorreu na primeira parte de 2017 “, disse Alexandre de Juniac, director-geral e CEO da IATA.

No que toca ao tráfego internacional, o número de passageiros aumentou 7,9% contra os 6,4% de aumento da capacidade, o que fez o load factor subir 1,1pp para 80,6%. Segundo os dados da IATA, a procura aumentou em todas as regiões do mundo, tendo sido liderada pela Ásia-Pacifico (+9,4% de passageiros, + 7,9% de capacidade e + 1,1pp no load factor que atingiu os 79,6%) e pela América Latina (+9,3% de passageiros, +8% de capacidade e +1pp no load factor para 82,1%.

As companhias aéreas europeias registaram um aumento de 8,2% no tráfego internacional face ao ano anterior. A capacidade oferecida cresceu 6,1% em termos homólogos e o load factor registou uma subida de 1,6pp para 84,4%, “o mais elevado entre todas as regiões do mundo”, sublinha a IATA.

No tráfego doméstico o crescimento foi de 7%. Todos os mercados registaram uma performance positiva, com as subidas a serem lideradas pela Índia, China e Rússia. A oferta aumentou 6,2% e o load factor atingiu os 83% fruto de uma subida de 0,7pp face a 2016.