IATA: Maio foi mês de “sólido crescimento” no transporte aéreo

De acordo com dados publicados esta quinta-feira pela IATA, a procura global em Maio registou um crescimento de 6,1% face ao mesmo mês do ano passado, o que a Associação Internacional de Transporte Aéreo considera um “sólido crescimento”. No entanto, Alexandre Juniac, CEO da IATA alerta para as “nuvens de tempestade” no horizonte.

O aumento de 6,1% registado na procura global de transporte aéreo durante o mês de Maio vem somar-se ao de 6,0% alcançado no mês anterior. Já a capacidade oferecida ao mercado ficou-se por um aumento de 5,9% levando a que o load factor registasse um ligeiro acréscimo de 0,1pp para os 80,1%.

No que toca exclusivamente ao tráfego internacional, o crescimento da procura cifrou-se nos 5,8% (em Abril tinha aumentado 4,6%), com todas as regiões a reportarem crescimentos.

“Maio foi outro mês de sólido crescimento no que toca à procura. Conforme esperado, vimos alguma moderação, já que os custos crescentes das companhias aéreas estão a fazer com que a oferta de tarifas aéreas mais baixas seja reduzida. Em particular, o preço do fuel deverá aumentar 26% este ano, face a 2017. No entanto, o facto de o load factor ter atingido níveis recorde significa que a procura continua a ser forte”, considerou o director-geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

Apesar dos bons resultados conseguidos até aqui, o responsável fala de “nuvens de tempestade”, e precisa: “O mês passado, a IATA lançou o seu relatório económico com expectativas que os lucros líquidos atingissem os 33,8 mil milhões de dólares, o que seria uma sólida preformando mas a nossa almofada contra os choques é de apenas 7,76 dólares. Este é o lucro médio que as companhias aéreas vão fazer este ano – uma estreita margem líquida de 4,1%”. Juniac assinala que “há nuvens de tempestade no horizonte, incluindo o aumento de custos, o crescimento do sentimento de proteccionismo

e o risco de uma “guerra” no sector, a que acrescem tensões geopolíticas”. A propósito, Juniac adverte que “a aviação é o negócio da liberdade” e que “os governos que reconhecerem isso tomarão medidas para garantir que a aviação seja economicamente sustentável. E a aviação funciona melhor quando as fronteiras estão abertas ao comércio e às pessoas”.