IATA: Tráfego de passageiros aumentou 3,7% em Fevereiro

De acordo com os dados divulgados pela IATA ? Associação Internacional do Transporte Aéreo, o tráfego de passageiros registou em Fevereiro um aumento de 3,7% face ao mesmo mês do ano passado, justificado pela retoma da confiança económica em particular nos países emergentes. A IATA sublinha mesmo que o aumento de tráfego de passageiros tem sido uma constante desde Outubro último. De então para cá o crescimento quase duplicou o verificado nos primeiros nove meses do ano passado, explica a entidade. Considerando que ?Fevereiro trouxe boas notícias? e que o aumento registado na procura significa que existe um certo optimismo económico, o CEO da IATA, Tony Tyler chama no entanto a atenção para o facto de serem os mercados emergentes que estão a sustentar este crescimento, enquanto ?a Europa continua a ser retardatária?. Acrescenta ainda que a crise bancária no Chipre ?veio lembrar-nos a todos que se mantêm os profundos problemas na Eurozona?. Com a capacidade aérea internacional a aumentar 1% em Fevereiro e a procura a subir 3,7%, o load factor global situou-se em 77,1%, o que para Tyler significa que ?as companhias aéreas têm conseguido gerir com cuidado o aumento da sua capacidade?, situação que ?está a ajudar a industria a manter-se lucrativa, apesar dos elevados preços do petróleo?. Na Europa o aumento da procura, 0.8%, ficou bastante abaixo da média mundial, o que acontece desde Outubro passado. Já a capacidade desceu 2,0% face ao período homólogo, levando o load factor a subir até 76,5%. Com pior performance que a Europa, apenas a América do Norte, onde as companhias registaram apenas uma melhoria de 0,3% na procura. Com a capacidade a aumentar 3% em termos homólogos, o load factor caiu 4,6% para 76%. O maior aumento na procura foi registado pelas companhias do Médio Oriente: +10,6%, com a oferta a subir 9,7% e o load factor a crescer 0,7 pontos para 77,7%. Seguiram-se as companhias africanas, com mais 7,7% de tráfego de passageiros. A capacidade aumentou 3,9% levando a ocupação média a subir 2,3% para 65,2%. Em terceiro lugar ficaram as companhias da América Latina, com um aumento de 7% na procura. No entanto, um aumento da oferta em 9,9% levou o load factor a descer 2,1% para 76,7%. Já as companhias da Ásia-Pacífico registaram um aumento homólogo de 4,5 pontos na procura em termos homólogos. M.F.