IATA: tráfego de passageiros continuou a crescer em Abril

O tráfego de passageiros aumentou 3,2% em Abril face ao mês homólogo do ano passado. Segundo os dados divulgados pela IATA, o crescimento foi liderado pelos países ditos emergentes, muito embora todas as regiões tenham reportado ganhos face ao ano passado em termos de tráfego global. De acordo com os dados da IATA, as companhias aéreas europeias e norte-americanas reportaram crescimentos modestos face aos registados pelas suas homólogas de África, Médio Oriente e Ásia. Globalmente, há a registar um aumento de oferta superior ao da procura: enquanto a procura aumentou 3,2% em termos homólogos, a capacidade cresceu 4,4%, o que levou a uma descida de 0,9% no load factor global que se ficou pelos 78,1%. Já no que se refere exclusivamente ao tráfego internacional, a procura registou um crescimento homólogo de 3% para um aumento de 4,3% na oferta, o que levou o load factor a estabelecer-se nos 77,8% (-1% que no mês homólogo do ano passado). Na Europa, o tráfego internacional de passageiros registou uma subida homóloga de 2,0%, um valor bastante mais baixo que o registado em Março quando a procura tinha aumentado 4,5% face ao ano passado, muito por via do ?efeito Páscoa?. A capacidade subiu 2,9% puxando o load factor para baixo em 0,7% para 79,4%. Na América do Norte, a procura internacional encolheu 0,5% com a capacidade a aumentar 1,3%, o que levou o load factor a retroceder 1,4% para 79,5%. O Médio Oriente foi a região onde o tráfego internacional evoluiu de forma mais positiva: +10,9%. Porque a oferta aumentou 12,9%, o load factor caiu 1,4% para 76,8%. Seguiu-se a África, com um aumento homólogo de 4,7% no tráfego internacional de passageiros e uma subida de 0,9% na ocupação média (para 67,8%) graças a um aumento da oferta que se ficou pelos 3,3%. Logo depois vieram as companhias da América Latina, com um aumento de 4,6% na procura contra uma subida de 7,9% na oferta, o que levou a ocupação a cair 2,4% para 76%. Por último, na Ásia-Pacífico a procura cresceu 2,4% face a Abril do ano passado. Um aumento de 3,7% na capacidade levou o load factor a retroceder para 76,9%. M.F.