IATA: Tráfego de passageiros e taxa de ocupação atingem recordes até Junho

No primeiro semestre deste ano o tráfego de passageiros a nível mundial teve um crescimento expressivo de 7,9%, quando comparado com o mesmo período de 2016, considerada a maior subida em 12 anos, e a ocupação média dos aviões atingiu a taxa de 80,7%. Este aumento atingiu todas as regiões do globo analisadas pela IATA.  

Só em Junho, de acordo com dados da Associação Internacional do Transporte Aéreo, a procura de passageiros cresceu 7,8% face ao mesmo mês do ano anterior, a taxa de ocupação chegou aos 81,9%, ou seja, um aumento de 1,0 p.p., enquanto a capacidade global (medida em ASKs) cresceu 6,5%.

A procura internacional de passageiros aumentou 7,5% no mês em análise, comparativamente com o Junho do ano anterior, liderado pelas companhias aéreas africanas. A capacidade subiu 6,2% e o laod factor aumentou 1,0 p.p. para chegar aos 80,6%.

As transportadoras aéreas europeias registaram um aumento de tráfego em 8,8%, contra os 7,5% verificados em Maio, a capacidade subiu 6,5% e o factor ocupação teve um acréscimo de 1,8 p.p., para 85,9%. Os dados de Junho da IATA reflectem uma melhoria do desempenho das companhias europeias face ao ano anterior, com a melhoria do panorama económico no Velho Continente.

Na Ásia a procura cresceu 9,1%, a capacidade subiu 7,9% e a ocupação foi de 79,3%, enquanto no Médio Oriente o aumento do tráfego foi apenas de 2,5%, com a oferta a crescer 3,1%, para uma taxa média de ocupação de 68,9%. A maior queda verificou-se nas rotas entre o Médio Oriente e os Estados Unidos.

Em Junho, as companhias aéreas norte-americanas registaram um incremento do seu tráfego em 4,4%, um aumento da capacidade em 4,1%, com um pequeno impulso na taxa de ocupação. No mesmo período as latino-americanas experimentaram um aumento da procura internacional de 9,7%, a oferta de lugares subiu 9,1% e a taxa de ocupação foi de 82,1%, ou seja, um aumento de 0,4 p.p.

O tráfego internacional das transportadoras africanas cresceu 9,9%, a capacidade subiu 7,1% e o load factor aumentou 1,7 p.p., chegando aos 64,3%.