Incêndio devastou Convento de São Paulo em Elvas

O Convento de São Paulo, em Elvas, era o primeiro de 30 imóveis do Estado a ser concessionado a privados com vista à sua recuperação para fins turísticos. O memorando de entendimento tinha sido assinado no passado dia 3 de Agosto, mas dois dias depois o imóvel foi consumido pelas chamas.

Na noite de sexta-feira, ainda antes de extinto o incêndio, o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, lamentava o sucedido e declarava que tanto o concelho de Elvas como os elvenses não mereciam o que tinha acontecido. Em declarações à Agência Lusa, o autarca frisava que “é triste ver o nosso Convento de São Paulo a arder” e acrescentava, referindo-se ao Programa de Valorização do Património que deveria recupera o imóvel para fins turísticos: “Há dois dias [na quarta-feira] foi anunciado um hotel, hoje arde parte do edifício”.

Já em declarações ao jornal “Público”, o autarca considerou “muito estranho” o incêndio “afectou apenas 10% de todo o edifício”, afirmando ainda ter esperança em que os danos “não venham a colocar em causa o projecto” turístico previsto para o imóvel.

Recorde-se que, tal como o Turisver.com oportunamente noticiou, o Convento de São Paulo foi o primeiro de 30 imóveis do Estado a ser concessionado no âmbito do Programa de Valorização do Património. Antes do incêndio de sexta-feira, o projecto para este imóvel envolvia a sua transformação em unidade hoteleira, num investimento que ultrapassava os 5 milhões de euros.