Indústria de cruzeiros gera quase 41 mil milhões de euros na Europa em 2015

A produção económica da indústria de cruzeiros na Europa atingiu os 40.95 mil milhões de euros em 2015, o que corresponde a uma subida de 2% face ao ano anterior, considerado um recorde histórico. Os gastos gerados pela indústria atingiram os 16.89 mil milhões de euros, enquanto em 2014 o valor atingiu os 16.6 mil milhões de euros.

Estes dados são da CLIA (Cruise Lines InternationalAssociation), divulgados esta terça-feira.

Em 2015, a indústria de cruzeiros voltou a gerar mais uma vez um grande número de postos de trabalho, totalizando mais de 10 mil em toda a Europa, com um total de 360.571 empregados em navios de cruzeiro e empregos relacionados com cruzeiros. Salários e outros benefícios para trabalhadores europeus atingiram os 11.05 mil milhões de euros, indica o relatório da associação.

Embora a indústria de cruzeiros continue a crescer em várias regiões do mundo, a CLIA diz que a Europa continua a ser um núcleo forte para realizar cruzeiros com 39 companhias de cruzeiro sediadas na Europa, operando 123 navios de cruzeiro com uma capacidade de cerca de 149 mil camas. Na Europa 73 navios com uma capacidade de cerca de 100 mil camas são de 23 empresas de cruzeiro não europeias.

A contribuição económica europeia é o resultado directo do impressionante crescimento da indústria de cruzeiros em 2015, alcançando 23.2 milhões de passageiros de cruzeiros a nível mundial. Em 2014 o turismo de cruzeiros gerou cerca de 120 mil milhões de euros em contribuições para a economia global e a indústria prevê aumentar este número.

“A indústria de cruzeiros continua a gerar importantes contribuições para a recuperação da economia na Europa”, afirmou Pierfrancesco Vago, presidente da CLIA Europe e Executive Chairman da MSC Cruises. “O impacto é claro. Mais europeus escolhem desfrutar das suas férias a bordo de um cruzeiro, mais passageiros optam pela Europa como destino, e mais navios de cruzeiros estão a ser construídos em estaleiros europeus. Isto traduz-se em grandes benefícios económicos para todo o continente, incluindo as zonas costeiras que foram extremamente afectadas pela crise económica.”

(Visited 22 times, 1 visits today)