Indústria das viagens pode beneficiar da ?big data?, diz a Amadeus

O estudo, encomendado pela Amadeus, considera que a indústria das viagens está ?num momento decisivo em relação à análise de big data? (grandes volumes de dados disponíveis na Internet) e o seu autor, Thomas Davenport, conclui que o tratamento destes dados irá marcar o futuro do sector com ?benefícios potenciais, tanto para os viajantes como para as empresas?. De acordo com o estudo, o tratamento destes dados pode transformar a forma como a as empresas de viagens prestam serviços aos seus clientes, só que para isso as empresas têm que dar uma ?prioridade urgente? ao seu tratamento. Com o título ?At the Big Data Crossroads: turning towards a smarter travel experience? o estudo analisa o surgimento de novas tecnologias e estratégias para gerir big data e explica como esta pode ser aproveitada para centrar as viagens em torno das necessidades dos clientes ao invés de processos industriais. Para Davenport, ?o momento de agir é agora? pelo que as empresas devem começar ?um processo de benchmarking de modo a aferir o seu nível de maturidade em relação à indústria, enquanto reúnem os conhecimentos necessários sobre tratamento de dados e formulam uma estratégia geral de big data para as suas organizações?. Para o autor do estudo, os benefícios de big data incluem uma melhor capacidade de tomada de decisão, maior inovação em produtos e serviços e relações mais fortes com os clientes. O estudo adverte no entanto que o desenvolvimento efectivo de iniciativas de big data pressupõe vários desafios que o sector deverá superar para aproveitar a oportunidade oferecida pela análise de big data. ?A indústria das viagens encontra-se, actualmente, num momento decisivo em relação à análise de big data, com novas técnicas e tecnologias a oferecer o potencial de converter volumes crescentes de dados em maiores benefícios e em operações mais eficientes. Algumas empresas de renome são pioneiras na utilização de big data e já estão a presenciar um enorme impacto dessa utilização. Companhias aéreas, aeroportos, hotéis, companhias ferroviárias e distribuidores de produtos turísticos devem perguntar a si próprios se contam com uma estratégia de big data, e se esta lhes permite situar-se na vanguarda desta oportunidade?, disse Davenport. Já para Hervé Couturier, Head of R&D, Amadeus ?estamos provavelmente perante a maior oportunidade para esta geração de empresas de viagens: aceitar a mudança na estrutura de dados, de forma a maximizá-la. Ao mesmo tempo, big data oferece-nos a possibilidade de ?fazer com que viajar volte a ser uma experiência divertida?, o que na sua essência se traduz em melhorar a experiência dos passageiros?. M.F.