INE: Apenas residentes geram aumento de dormidas em Maio

Dados do INE divulgados esta sexta-feira indicam que durante o mês de Maio, o mercado interno contribuiu com 1,2 milhões de dormidas, revelando um crescimento de 5,4% (-10,6% em Abril), enquanto os mercados externos apresentaram um ligeiro decréscimo (-0,2% em Maio e -7,5% em Abril) atingindo 4,2 milhões de dormidas.

Os estabelecimentos hoteleiros e similares registaram 2 milhões de hóspedes e 5,4 milhões de dormidas em Maio de 2018, correspondendo a variações de +3,5% e +1,1%, respectivamente. Em Abril, estes indicadores tinham registado quebras acentuadas, com -5,2% e -8,3%, respectivamente, mês que tinha sido afectado pelo efeito de calendário da Páscoa.

A estada média (2,67 noites) reduziu 2,4% (-1,5% no caso dos residentes e -2% nos não residentes). A taxa-líquida de ocupação-cama (54,7%) recuou 0,4 p.p.

Nos primeiros cinco meses do ano, as dormidas dos residentes cresceram 3,4%, acima do crescimento apresentado pelos não residentes (+0,8%).

Entretanto, de acordo com o INE, no mês em análise, o mercado norte-americano teve um crescimento assinalável (+18,3%) seguido do brasileiro (+10%). Nos primeiros cinco meses do ano, o realce vai igualmente para os mesmos mercados (+20,5% e +12,6%, respectivamente) e ainda para o canadiano (+12,7%). O mercado que continua a recuar é o britânico que, apesar de representar 22,7% do total das dormidas de não residentes, teve uma quebra 9%. Nos primeiros cinco meses do ano, este mercado apresentou uma diminuição de 7,4%. Em Maio as dormidas de hóspedes alemães aumentaram 4,8%, o francês 1,1%, e o espanhol 5,7%.

Os dados do INE dão realce ao crescimento expressivo das dormidas no Alentejo (+17%), seguido do Norte com variação positiva de 6,7%, indicando, no entanto, que em Maio, as diferentes regiões apresentaram resultados díspares em termos de evolução das dormidas. O Alentejo destacou-se com um crescimento de 17,0%, sendo também de referir o crescimento no Norte (+6,7%). Os maiores decréscimos nas dormidas verificaram-se no Centro (-3,7%) e na Madeira (-2,6%), enquanto as regiões do Algarve e de Lisboa captaram 34,2% e 24,9% das dormidas totais, respectivamente.

Nos primeiros cinco meses do ano, destacaram-se os crescimentos de 8,1% no Alentejo (região com um peso de 2,9% nas dormidas totais acumuladas) e de 6,9% no Norte (quota de 14,1% no mesmo período).

Já em relação às dormidas de residentes, no mês em análise registaram-se aumentos em todas as regiões com excepção da Madeira, em que a quebra de 7,6%. Quanto a estrangeiros o Alentejo sobe 22,9% e o Centro diminui 13,8%.