INE: Mercado brasileiro há sete meses em quebra

Fevereiro trouxe um aumento acima de 15% nas dormidas, para o que contribuíram tanto os residentes (+11,3%) como os mercados externos (+16,8%). Neste caso, as subidas foram uma constante nos 12 principais, a maior parte com aumentos a dois dígitos. A excepção foi o mercado brasileiro, em quebra pelo sétimo mês consecutivo.

De acordo com os dados preliminares publicados sexta-feira pelo INE, os estabelecimentos hoteleiros registaram em Fevereiro um total de 989,9 mil hóspedes e 2,6 milhões de dormidas, com aumentos homólogos de +14,1% e +15,1%, respectivamente.

Mais expressivos que os registados em Janeiro deste ano, estes níveis de aumento, segundo o INE, poderão relacionar-se “com a situação de instabilidade verificada em destinos concorrentes, a par da implementação de estratégias comerciais específicas em Fevereiro, nomeadamente pacotes especiais do Dia dos Namorados e do Carnaval (em 2016 com tolerância na Administração Pública)”.

Transversal a todas as regiões, o aumento das dormidas foi mais expressivo nos Açores, com uma subida homóloga de 57,2%, seguindo-se o Algarve (+23,4%) e o Norte (+22,0%).

A evolução das restantes regiões foi igualmente positiva. Lisboa foi o principal destino (27,2% do total de dormidas), seguida pelo Algarve (25,9%) e pela Madeira (18,1%).

Por categoria de estabelecimento, apenas os hotéis-apartamentos de cinco estrelas registaram evolução negativa de dormidas, nos restantes os dados homólogos aumentam a dois dígitos, com destaque para os hotéis que contabilizaram 67,8% das dormidas totais, + 15,6% em termos homólogos.

Com as dormidas de não residentes a subirem 16,8% em termos homólogos, para 1,77 milhões, os 12 principais mercados emissores representaram 81,0% deste total, sendo as subidas, em grande parte a dois dígitos, uma constante. O destaque vai para o mercado norte-americano com um aumento de +52,5%, seguido do italiano (+37%) e do espanhol (+34,1%). As subidas abrangeram no entanto todos os mercados, à excepção do brasileiro que em Fevereiro, e pelo sétimo mês consecutivo, voltou a registar quebra. Sublinhe-se também os aumentos verificados no mercado britânico (+22,2%), no alemão (+15,1%) e no francês (+13,5%).

Em contra-ciclo, em Fevereiro, esteve apenas o mercado brasileiro que, pelo sétimo mês consecutivo, apresentou quebra: -3% em termos homólogos.