INE: Mercado externo responsável pelo aumento das dormidas em Maio

A hotelaria portuguesa alojou em Maio 1,8 milhões de hóspedes, mais 5,1% em termos homólogos, que totalizaram 5 milhões de dormidas, ou seja, uma subida de 7,8% quando comparado com o mesmo mês de 2015.

Dados do INE revelados esta sexta-feira indicam que o aumento das dormidas em Maio deveu-se apenas ao mercado externo (+10,7% face a +6,5% no mês anterior), já que o mercado interno decresceu 1,1%, interrompendo a tendência positiva dos últimos meses. Só em Abril, as dormidas dos residentes tinha crescido 5,2%, e em Março 18,1%.

O mercado interno contribuiu com 1,1 milhões de dormidas, e o externo atingiu os 3,9 milhões de dormidas, tendo acentuado o crescimento de Abril, que tinha sido de 6,5%.

No período de Janeiro a Maio, as dormidas de residentes aumentaram 7,8% e as de não residentes 12,7%.

No período em análise, a estada média aumentou 2,6%, para 2,73 noites, bem como a taxa líquida de ocupação cama (+2,5 p.p, para 52%). A Madeira apresentou a taxa de ocupação cama mais elevada (73,9%), a que correspondeu o maior aumento (+7,2 p.p.). Lisboa foi a segunda região (63,4%), mas pouco oscilou (-0,2 p.p.). Açores e Algarve apresentaram evoluções assinaláveis (+6,0 p.p. e +4,5 p.p.).

O INE indica ainda que no período de Janeiro a Maio os hóspedes aumentaram 10,4% e as dormidas 11,3%, com as dormidas em hotéis a subirem 9% e a representarem 67,9% do total. Por categorias, foram as unidades hoteleiras de 4 estrelas que lideraram o ranking, com uma subida acima dos 10%, tendo-se também destacado as pousadas (+11,9%), e os apartamentos turísticos (+8,2%).

 

As Regiões Autónomas foram as que tiveram aumentos mais expressivos das dormidas na hotelaria durante o mês de Maio, tendo os Açores crescido quase 20% (+19,6%) e a Madeira 12,2%, face ao período homólogo do ano anterior.

Dados do INE divulgados esta sexta-feira indicam que no Continente destacaram-se o Algarve (+11,0%) e o Norte (+9,1%), contrastando com os resultados negativos do Alentejo (-3,8%) e Centro (-0,6%). A procura concentrou-se no Algarve (35,1% do total de dormidas), Lisboa (25,0%), Madeira (13,4%) e Norte (12,7%).

Foi também a Madeira que registou o maior aumento de dormidas do mercado interno (+22,4%), enquanto no Continente este incremento verificou-se apenas no Algarve (+2,7%) e Norte (+1,1%). Em quebra acentuada está o Centro (-10,0%). Nesta região verificou-se assim uma diminuição de quota (17,8% face a 19,6% em Maio de 2015). Os principais destinos foram Lisboa (22,9% das dormidas do mercado interno), Norte (22,1%) e Algarve (20,1%).

Quanto ao mercado externo, o INE revela que as dormidas aumentaram em todas as regiões, mas de forma mais expressiva nos Açores (+29,8%), Norte (+15,0%) e Algarve (+12,4%). No Centro, a procura dos mercados externos (+10,1% de dormidas), tendo compensado a quebra dos residentes. De assinalar que a região tem sido fortemente procurada por turistas espanhóis e franceses, cujas dormidas cresceram neste período 16,7% e 17,2%, respectivamente, correspondendo a 40,1% das dormidas de estrangeiros no Centro.

Os treze principais mercados emissores concentraram 87,3% das dormidas de não residentes, mantendo-se o Reino Unido à cabeça com uma subida significativa de 12,9%. O INE diz que a Alemanha recuperou com um aumento de 13%, com um peso a fixar-se nos 14,5%. As dormidas do mercado francês aumentaram 14,4% e representaram 12,5% do total. No conjunto dos cinco primeiros meses do ano o acréscimo foi ligeiramente superior (+15,8%).

Países Baixos e Espanha detiveram quotas semelhantes (6,9% e 6,8%, respectivamente) e apresentaram evoluções positivas (+11,4% e +14,9%), mesmo assim aquém do acumulado de Janeiro a Maio.

O Brasil manteve tendência decrescente (-6,5%), enquanto a Itália (-2,5%) contrariou a evolução fortemente positiva que vinha apresentando (+17,0% em Abril e +23,6% em Março).