INE: Norte e Alentejo com crescimentos expressivos em Agosto

Em Agosto as dormidas tiveram crescimentos significativos nas regiões Norte (+13,6%) e Alentejo (+12,3%), enquanto Lisboa assistiu a uma desaceleração face ao mês anterior (+2,0% e +4,1% em Julho), de acordo com dados revelados esta quinta-feira pelo INE.

No período em análise a Madeira também aumentou apenas 1,1% face a 6,5% no mês anterior, enquanto as dormidas no tiveram uma inversão no Algarve, registando uma quebra de -1,4%, quando em Julho havia crescido 4,2%.

Esta região foi contudo a de maior procura (40,6% das dormidas), seguida por Lisboa (20,3%), Norte (11,9%) e Madeira (10,6%).

As dormidas do mercado interno foram positivas em praticamente todas as regiões, com destaques para os Açores (+19,0%) e o Alentejo (+15,0%). Em contrapartida, a Madeira apresentou um decréscimo (-16,8%), mais acentuado que no mês anterior (-8,4%). O Algarve também baixou 6,1%, em consequência da diminuição do peso relativo da região nas escolhas dos residentes (42,5% em Agosto face a 45,5% no mês homólogo de 2014).

Quanto aos mercados externos, a procura aumentou em todas as regiões, tal como no mês de Julho. A região com maior impacto neste item foi o Norte, contabilizando mais 17,4% de dormidas. Mesmo assim, o Algarve (39,6%), Lisboa (24,5%) e Madeira (14,6%) foram os destinos preferidos dos não residentes.

Em Agosto, segundo dados do INE, a estadia média situou-se em 3,19 noites, correspondendo a uma redução de 2,5%. Se no Norte e Algarve aumentaram as permanências médias (+1,7% e +0,2%, respectivamente), nas restantes regiões reduziram-se, sendo mais visível no Centro (-4,2%) e Açores (-3%). No acumulado de Janeiro a Agosto a evolução foi também negativa (-1,7%), para 2,87 noites).

No período de análise do INE, assistiu-se a um ligeiro aumento das taxas de ocupação. As regiões com maiores taxas de ocupação foram a Madeira (83,6%), Algarve (80,7%) e Lisboa (75,6%), embora o Norte e o Alentejo tenham apresentado os crescimentos mais significativos (+5,7 p.p. e +4,6 p.p. respectivamente). Algarve com menos 1,1 p.p., e Lisboa com menos 0,6 p.p. registaram as únicas evoluções negativas.

Todas as regiões apresentaram aumentos dos proveitos, tanto totais como de aposento, de forma mais expressiva no Norte (+20,4% e +23,9%), Alentejo (+14,9% e +16,3%) e Açores (+14,6% e +13,9%).