INE: Portugueses viajaram mais em 2017

As deslocações turísticas dos residentes em Portugal registaram um aumento de 5% em 2017, comparativamente ao ano anterior, divulgou o INE esta quinta-feira. Dos mais de 21 milhões de viagens realizadas, as que tiveram o estrangeiro como destino foram pouco mais de 10%, +0,7 p.p. que no ano anterior, significando que Portugal continua a ser o principal destino turístico dos portugueses.

Desde 2015 que o número de viagens turísticas realizadas pelos residentes em Portugal não pára de aumentar e o ano passado o crescimento registou até uma pequena desaceleração, como se conclui dos dados publicados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. No global do ano de 2017, as deslocações turísticas aumentaram 5,0% face ao ano passado, quando o crescimento tinha sido de 5,4%, mesmo assim também abaixo do registado em 2015 em que tinha atingido os 7%.

No total, em 2017, os residentes em Portugal realizaram 21,2 milhões de deslocações turísticas. Sem surpresas, o principal motivo que levou os portugueses a viajar foi “Lazer, recreio ou férias”. Esta motivação concentrou 45,2% das viagens realizadas (9,6 milhões de deslocações), +1,4pp que no ano anterior. Muito próximo, com 44% das viagens, correspondente a 9,3 milhões, ficou a “visita a familiares ou amigos”, que teve apenas crescimento residual face ao ano anterior (+0,1pp)

As viagens para o estrangeiro representaram 10,4% do total (+0,7pp face a 2016). Também neste caso as viagens por “Lazer, recreio ou férias” foram a maioria: 57,4% (+2,6pp que no ano anterior). Já nas viagens domésticas 46,6% (+0,1pp) deveram-se a “visita a familiares ou amigos”.

Os dados do INE referem ainda que em 2017 a proporção de viagens com marcação antecipada aumentou 1,2 p.p. para 30,2%, com maior expressão nas viagens para o estrangeiro em que a marcação antecipada foi uma realidade em 90% dos casos, num aumento de 1,4%pp em comparação com 2016. A utilização de Internet ocorreu em 17,4% das viagens em 2017, resultado que se compara com os 15,8% do ano anterior.

No total do ano, cada viagem realizada pelos residentes teve uma duração média de 5,77 noites (5,69 em 2016) e as dormidas em “alojamento particular gratuito” equivaleram a 66,9% do total (+1,1 p.p.). O alojamento em “hotéis e similares” correspondeu a 18,9% das dormidas (-1,8 p.p. comparativamente ao ano anterior).