INE: Proveitos da hotelaria com ligeiro aumento em Novembro

Mesmo com aumentos homólogos de 1,6% nos proveitos totais e de 3,5% nos de aposento, os valores obtidos em Novembro último continuam abaixo dos registados no mesmo mês de 2012, sublinha o INE. No entanto, no acumulado do ano, estes indicadores continuam com valores homólogos negativos. De acordo com os dados ontem relevados pelo INE, os proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros registaram em Novembro um ligeiro aumento de 1,6% face a igual mês de 2011, atingindo os 92,4 milhões de euros. Já os proveitos de aposento apresentaram uma subida homóloga de 3,5% para 60,9 milhões. Face a estes números, o INE sublinha no entanto que “apesar da evolução homóloga positiva, os aumentos nos proveitos neste mês não compensaram os decréscimos homólogos de Novembro 2011, situando-se os valores actuais abaixo dos níveis observados em Novembro 2010 (96,1 milhões e 62,2 milhões de euros para os proveitos totais e de alojamento, respectivamente)”. Por região, Algarve e Madeira foram as que mais viram subir os seus proveitos, com o Algarve a registar uma subida homóloga de 10,5% e a Madeira de 9,8%. Nos proveitos de aposento, a situação inverteu-se, com a Madeira a registar um aumento de 13,8% e o Algarve de 11,4%. No Norte, os proveitos de totais registaram uma evolução homóloga positiva de 7,9% e os de aposento melhoraram 10,2%. Em Lisboa, os proveitos totais regrediram 0,8%, com os proveitos de aposento a melhorarem 0,4%. Nos proveitos totais, o Alentejo foi a região que evoluiu de forma mais negativa, apresentando um decréscimo de 15,7%, seguido dos Açores com -14,7% e do Centro com -13,3%. Quanto aos proveitos de aposento, a ordem de perdas foi diferente: -19,9% nos Açores; -11,8% no Alentejo e -8,8% no Centro. No mês em análise o RevPar global foi de 17 euros, reflectindo um aumento homólogo de 1,2%. Lisboa foi a região com maior rentabilidade média (30 euros), seguida pela Madeira (24,5 euros) e pelo Norte (16 euros). No entanto a maior subida, +19,5% foi registada na Madeira, seguida pelo Norte (+6%) e pelo Algarve (+5,3%). As restantes regiões reduziram a sua rentabilidade média, nomeadamente Lisboa (-3,5%), muito embora os resultados mais desfavoráveis tenham ocorrido nos Açores (-18%). Por categoria de estabelecimento, os hotéis de 5 e 4 estrelas foram os que evidenciaram maiores rendimentos médios por quarto disponível (38,2 e 20,7 euros, respectivamente), contribuindo para que os hotéis tenham surgido com o mais elevado RevPAR (20,6 euros). Apesar da recuperação registada em Novembro, os dados referentes aos proveitos dos estabelecimentos hoteleiros nacionais continuam a reflectir quebras no acumulado do ano: -2,4% nos proveitos totais, para 1.778,9 milhões de euros) e -1,3% nos proveitos de aposento (1.240 milhões de euros). O RevPar foi de 29,5 euros, -3,8% que o registado de Janeiro a Novembro de 2011. M.F.