INE: residentes no estrangeiro sustentam aumento de dormidas em 2012

De acordo com dados divulgados ontem pelo INE, as dormidas na hotelaria portuguesa registaram, em 2012, um aumento de 0,8% face ao ano anterior. O resultado é pouco mais que estável, mas mesmo assim foi apenas sustentado pelos residentes no estrangeiro. Já as receitas assumiram uma tendência negativa, embora ligeira, enquanto o revPar teve uma quebra expressiva. De Janeiro a Dezembro de 2012 a hotelaria nacional recebeu quase 40 milhões de dormidas concretamente 39.768,0, o que se reflectiu num aumento de 0,8% face a 2011. Para este discreto aumento contribuíram apenas os residentes no estrangeiro, cujas dormidas apresentaram um acrescido homólogo de 5% para 27,301 milhões. Já os residentes em Portugal que foram apenas responsáveis por 12,467 milhões de dormidas, reflectiram uma quebra de 7,2%. Quanto ao número de hóspedes, 2012 trouxe uma quebra de 0,8% face ao ano anterior, para um total de 13,875 milhões. Os principais mercados emissores apresentaram um comportamento maioritariamente positivo, com destaque para França (+15% de dormidas), Irlanda (+14,1%) e Brasil (+12,7%). Quanto ao mercado espanhol, a tendência foi a inversa: com -10,5% de dormidas que no ano anterior, o mercado espanhol acusou mesmo o resultado mais desfavorável, como sublinha o INE, muito embora se mantenha no “top 3” dos mercados que mais dormidas geram em Portugal. Sem surpresas, o Reino Unido conseguiu manter-se como principal mercado emissor para Portugal, com um peso de 23,5%, seguindo-se a Alemanha (13,6%) e a Espanha (11,3%). Durante todo o ano que passou, Lisboa e Algarve foram as únicas regiões que viram aumentar o número de dormidas (+4,9% e +2,7%, respectivamente). O Norte manteve-se praticamente estável (-0,1%), enquanto as restantes regiões decresceram, com maior intensidade no Alentejo (-7,6%) e nos Açores (-7,5%). Mas se a nível de dormidas a tendência é positiva embora pouco expressiva, já ao nível dos proveitos acontece o contrário, com os resultados a apresentarem quebras ainda que ligeiras. No total, os proveitos dos estabelecimentos hoteleiros ascenderam a 1 860,2 milhões de euros, – 2,4% que no ano anterior. Os proveitos de aposento fixaram-se em 1 291,7 milhões de euros (-1,2%) No RevPar, a quebra foi ainda maior: -7,4% para uma média de 27,2 euros. M.F.