Jornadas de Turismo e Segurança: Algarve quer ser exemplo de destino seguro

Entre as conclusões das Jornadas de Turismo e Segurança, que decorreram esta quarta-feira no Algarve (Albufeira), destacam-se a necessidade de dotar a região de um efectivo que permita criar condições de segurança estáveis e duradouras ao longo de todo o ano, face à sua dependência económica da actividade turística.

Neste contexto, e atendendo à complexidade das novas formas de criminalidade, aliadas ao seu cariz multidisciplinar, as jornadas, organizadas pela AHETA, consideram fundamental apostar cada vez mais numa estratégia de investigação e prevenção, articulada com as diferentes forças policiais e serviços de segurança, bem como com a indústria hoteleira e turística regional, evitando-se, assim, a implementação de medidas de segurança intimidatórias que possam funcionar como dissuasoras dos graus de satisfação dos turistas que visitam o Algarve.

As jornadas, que acolheram cerca de 200 participantes entre empresários, gestores hoteleiros e turísticos e forças de segurança, concluíram ainda que uma política de segurança eficaz passa por uma maior aposta na fixação na região do número de efectivos adequados às reais necessidades turísticas, impostas pelo aumento da procura, designadamente no que se refere ao prolongamento da época de três para 9 meses por ano.

Os participantes defenderam também a implementação de acções de formação contínua dos seus recursos humanos, assim como outras medidas destinadas à dignificação dos profissionais das forças e serviços de segurança, incluindo a modernização dos meios materiais, nomeadamente equipamentos e tecnologias, viaturas e estruturas de suporte operacionais, especialmente ao nível de instalações condignas de atendimento ao público e condições de trabalho e de estada.

As jornadas concluíram ainda que, independentemente de a segurança não representar em si mesma um factor de promoção turística, isso não pode impedir a continuação do estudo criterioso e inteligente deste fenómeno entre os diversos parceiros, de forma a quebrar a inércia sobre uma matéria estratégica e prioritária para a economia regional e, consequentemente, para o maior sector exportador nacional, que é o turismo.