José Luís Arnaut é o novo presidente adjunto do Turismo de Lisboa

No seu primeiro editorial na edição de Janeiro da revista Turismo de Lisboa, já na qualidade de presidente adjunto da ATL por inerência do seu cargo de presidente da ANA-Aeroportos, José Luís Arnaut fala do turismo na capital e dos desafios que o seu crescimento e desenvolvimento enfrenta, com destaque para os constrangimentos do Aeroporto de Lisboa.

Advogado e ex-ministro, José Luís Arnaut assume agora a presidência adjunta do Turismo de Lisboa por inerência do seu cargo de presidente do Conselho de Administração da ANA-Aeroportos de Portugal, substituindo, em ambas as funções, Jorge Ponce de Leão, recentemente nomeado presidente do Conselho de Administração da Navegação Aérea de Portugal — NAV Portugal.

Na sua condição de presidente adjunto da Associação Turismo de Lisboa (ATL), Arnaut assina já o editorial da edição de Janeiro da revista Turismo de Lisboa, já em distribuição. Um texto em que fala dos desafios do seu novo cargo na ATL, residindo um deles na acessibilidade aeroportuária.

“Com a entrada do novo ano, surgem novos desafios, nomeadamente no que se refere à minha ligação ao Turismo de Lisboa, entidade promotora de um destino que, ano após ano, bate recordes sucessivos”, escreve o responsável, afirmando ser “com grande empenho e determinação” que assume a presidência adjunta do Turismo de Lisboa, entidade “cujo trabalho notável não só permitiu criar um destino turístico de eleição como sobretudo consolidá-lo e mantê-lo em crescimento”.

É na manutenção do crescimento de Lisboa enquanto destino turístico que existem desafios a ultrapassar, nomeadamente em termos da acessibilidade aeroportuária que considera ser essencial “para o desenvolvimento da actividade turística”. Neste âmbito, escreve Arnaut, a situação começa a “ser preocupante, pois, como é sabido, a capacidade operacional do Aeroporto Humberto Delgado está praticamente esgotada” e embora a entrada em funcionamento do aeroporto do Montijo venha melhorar “a situação crítica que se regista (…)  há que ter em conta o período crítico de adaptação até à operacionalidade plena”. Ou seja, segundo Arnaut, “é urgente uma tomada de decisão sobre a matéria, que se aguarda já lá vão dois anos, sob pena de perdermos competitividade e, consequentemente, receitas tão necessárias para o país”.

No mesmo editorial, o presidente adjunto da ATL, sublinha que o Turismo de Lisboa irá dar “enfoque à diversificação e ao reforço da estrutura das receitas e ao aumento das receitas próprias, a par do estabelecimento de parcerias”. Afirma ainda que a situação financeira do organismo é sólida “o que permite encarar os desafios com confiança”.