José Theotónio: “Grupo Pestana está empenhado no desenvolvimento de Óbidos”

O CEO do Pestana Hotel Group falava em Óbidos, na apresentação dos planos de expansão do grupo hoteleiro, através da marca Pestana Pousadas, para aquela região, que passam por triplicar a sua oferta de alojamento até ao final de 2018. Na ocasião, José Theotónio deixou claro que o Grupo Pestana vai continuar a estar “empenhado” no desenvolvimento de Óbidos.

José Theotónio referiu-se ao projecto para a nova Pousada de Óbidos (ver notícia de destaque), particularmente a um dos seus núcleos que ficará localizado no antigo Hospital da Misericórdia de Óbidos, um edifício classificado para prometer que, ao longo doa anos que durar a concessão, ele será bem cuidado e terá o respeito que merece o património edificado do país. “Nós, no Grupo Pestana, sabemos cuidar dos imóveis. Não nos limitamos a ser gestores de contrato, somos nós que fazemos a gestão, somos nós que fazemos a manutenção, somos nós que cuidamos das unidades”, afirmou.

Referiu igualmente que o Grupo, embora seja proprietário da maior parte das suas unidades, também aposta em concessões desde que estas sejam “de longo prazo e permitam o período de recuperação que têm as concessões”. Aconteceu assim com a Pousada de Lisboa, de Cascais, de Viseu, e agora também no caso de Óbidos, explicou.

Para José Theotónio, “Estamos a viver o melhor período do turismo em Portugal”. Lembrou a propósito que “depois de dois anos fantásticos que tinham sido os de 2007 e 2008, passámos uma travessia do deserto, desde 2009 a 2013, anos que foram muito difíceis”. No entanto, continuou, “a partir de 2014 o mercado começou a recuperar, 2016 foi o melhor ano e 2017 está a confirmar-se como um excelente ano turístico”, tornando o turismo no “motor da recuperação económica em Portugal”. O seu contributo para a criação de postos de trabalho e para as exportações, o seu efeito indutor em muitos outros sectores de actividade, são disso exemplo, sublinhou.

Apesar disso alertou para os ciclos que, através dos anos, têm afectado a actividade: “Sabemos que esta actividade é cíclica, que tem altos e baixos e é preciso estar sempre atento aos sinais do mercado para poder responder de forma positiva”.