“Juntos pelo futuro” é mote da recandidatura de Pedro Costa Ferreira à APAVT

“Juntar” todos os tipos de empresas e áreas de negócio; “Acrescentar, dialogando” com outros sectores, outras associações, todas as entidades da esfera turística, e “Fortalecer, internacionalizando” são os 3 princípios orientadores da candidatura de Pedro Costa Ferreira a novo mandato na APAVT. Com a assinatura “Valorizar ainda mais os agentes de viagens”, a candidatura tem como mote “Juntos pelo Futuro” porque “a APAVT é um espaço de todos”, sublinhou Pedro Costa Ferreira.

“A APAVT não é um espaço de uns contra os outros, é um espaço de todos. Quem acompanhou a vida da APAVT, nos últimos seis anos, sabe que tentei juntar toda a gente”, foi assim que o candidato Pedro Costa Ferreira justificou o primeiro princípio orientador da sua campanha. Quanto ao diálogo, deixou claro que a APAVT tem dialogado com todos “em todos os momentos” e, no que toca à internacionalização lembrou as reuniões da ECTAA e os congressos da DRV e da ABTA que se realizaram em Portugal durante os seus mandatos, bem como o facto de duas regiões portuguesas terem sido “Destinos Preferidos” ECTAA, situações que considerou não serem repetíveis.

Do programa da candidatura, propriamente dito, Pedro Costa Ferreira começou por salientar a prioridade que vai ser dada aos Capítulos da APAVT, porque é neles que “nasce a agenda da associação e as decisões e que depois são ratificada em direcção e é através deles “que elevamos a participação na associação, trazemos os assuntos às agências de viagens e fomentamos o diálogo entre os subsectores que representamos”.

Ainda relativamente à área do “Processo decisório”, o candidato sublinhou ainda a descentralização que pretende levar a efeito. O objectivo, disse, é “estarmos juntos em todo o país”, ou seja, aproximar a associação dos agentes de viagens, com o foco a ser colocado na acção dos delegados regionais, mas não só. “Espero fazer muito poucas reuniões de Direcção em Lisboa”, antecipou.

Quanto às principais áreas de intervenção, começou por identificar o quadro legislativo/regulador, em que salientou em primeiro lugar o trabalho que será necessário fazer no âmbito da Protecção de Dados (directiva PNR) que, sublinhou, “representará, a partir de Maio de 2018, mais um aumento de custos para as agências de viagens”.

Outra área de intervenção terá a ver com a Directiva das Viagens Organizadas, um ponto em que a candidatura de Pedro Costa Ferreira pretende “bater-se pelos principais pontos que defendeu ao longo da negociação com a tutela”, nomeadamente a manutenção do Fundo de Garantia “como mecanismo técnico de defesa do consumidor” e o necessário afastamento das viagens profissionais do âmbito da Directiva.

A candidatura “Juntos pelo Futuro” pretende também ver “corrigidas as desigualdades fiscais internacionais” no âmbito da actividade das DMC. Porque está em causa a competitividade de Portugal enquanto destino turístico, Pedro Costa Ferreira assume que gostaria de contar com a colaboração da CTP neste ponto.

Outra área destacada por Pedro Costa Ferreira tem a ver com o acompanhamento das alterações das condições de operação turística no Porto e em Lisboa, intensificando o diálogo com as autarquias. Trata-se, disse, “de um processo para o próximo triénio porque espero que o crescimento [turístico] não pare”.

A relação com o Estado, a promoção das agências de viagens junto do consumidor final, através de campanhas de publicidade – campanhas essas que voltaram no seu segundo mandato e que garantiu serem para continuar -,  a defesa constante do Provedor do Cliente e a “aposta continuada na BTL”, que considerou ser “a maior feira de viagens multimarca”, foram outras das prioridades realçadas pelo candidato que destacou ainda a “preocupação constante com os serviços de apoio” aos associados.

Já a finalizar, e numa perspectiva mais interna, o candidato referiu-se à solidez financeira da associação que é garante da sua independência: “Somos completamente independentes porque só dependemos de nós próprios e nunca recebemos nenhum subsídio comunitário”, afirmou, garantindo que “em seis anos quase triplicámos os capitais próprios”.