Linha de crédito à Qualificação da Oferta reforçada com mais 75M€

Esgotada em 12 meses, a “Linha de Apoio à Qualificação da Oferta” foi reforçada em mais 75 milhões de euros. O protocolo entre o TP e os bancos foi assinado sexta-feira e traz um novo instrumento financeiro, uma componente de capital de risco, através da Portugal Ventures, orçada em 15 milhões. “No total são 90 milhões de euros de estímulo à economia”, sublinhou Luís Araújo.

“Há exactamente um ano atrás, na BTL 2016, anunciámos a linha entre o Turismo de Portugal e um conjunto de bancos, para estímulo e apoio às empresas do turismo e os resultados não poderiam ter sido melhores”, sublinhou na cerimónia o presidente do Turismo de Portugal. Luís Araújo avançou que em um ano foram aprovadas 83 operações, com um valor de investimento associado de 133 milhões de euros e um financiamento aprovado de 65 milhões. Em análise estão ainda 28 operações, com um investimento associado de cerca de 32 milhões de euros.

O montante da linha, inicialmente para durar dois anos, foi esgotado em apenas um, mas as empresas de turismo vão poder continuar a aceder à linha de financiamento para qualificação da oferta que foi agora reforçada em mais 75 milhões de euros, no âmbito da renovação do protocolo entre o Turismo de Portugal e 12 instituições bancárias. Uma das novidades é a entrada da Portugal Ventures que permite que os projectos possam também aceder a uma componente de capital de risco, caso as empresas assim o solicitem.

O novo instrumento “Turismo Crescimento FCR” resulta da parceria entre o Turismo de Portugal e a Portugal Ventures e conta com um capital indicativo de 15 milhões de euros. Com esta nova linha, sublinhou Luís Araújo, pretende-se “criar condições para a diversificação das fontes de financiamento das empresas já existentes, desta feita com recurso a instrumentos de capital”. A “Turismo Crescimento FCR”, sublinhou o CEO da Portugal Ventures, Celso Guedes de Carvalho, vai “contribuir com capital até 35% do valor do investimento”.

A renovada linha para a qualificação da oferta ganha agora uma maior abrangência, e consagra novas prioridades de actuação estratégica, em linha com as actuais necessidades das empresas e do sector, com o presidente do Turismo de Portugal a assegurar a ambição de que ela “volte a privilegiar os projectos que, pelas suas características, contribuam para a dinamização turística dos centros urbanos, privilegiem a fruição do nosso património cultural edificado e a reabilitação urbana, se traduzam em novos negócios turísticos, nomeadamente na área da animação turística, sejam energética e ambientalmente sustentáveis, e contribuam para a permanência média do turista e para a redução da sazonalidade”. Novidade é também a previsão de atribuição de um prémio de desempenho para projectos no interior do país.

O financiamento global pode ascender a 75% do valor do investimento, com um prazo máximo de reembolso de 15 anos, incluindo 4 de carência. O TP assume, em regra, 60% do financiamento (parte que não vence juros) e o Banco 40% (juros acordados com a empresa).

Millennium BCP, Novo Banco, Santander Totta, Banco BPI, Caixa Geral de Depósitos, Banco Popular, Montepio Geral, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, Abanca, Banco Português de Gestão e Banco BIC e Novo Banco Açores, são as instituições bancárias aderentes a esta linha de financiamento.