Lisboa e Vale do Tejo diz que nova lei das ERT?s faz ?junção bizarra de territórios?

A Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo reagiu à divisão territorial prevista na nova lei das Entidades Regionais de Turismo (ERT?s), considerando que o diploma faz uma ?junção bizarra de territórios?, não correspondendo ?a qualquer ideia de organização turística do país?. Em comunicado, a ERT de Lisboa e Vale do Tejo critica a integração do Ribatejo no Alentejo e da região Oeste no Centro, afirmando que esta é uma divisão ?sem sentido e ao avesso da história, do turismo e da identidade regional de Portugal?. Na mesma informação, a entidade regional diz que a sua posição foi apresentada ao Presidente da República a 11 de Abril e contou com o apoio formal das Entidades Regionais de Turismo do Porto e Norte de Portugal e do Pólo do Oeste, e das Comunidades Intermunicipais do Médio Tejo e do Oeste. Entretanto, esta posição passou a ser apoiada também pelas Entidades Regionais de Turismo do Alentejo e do Algarve, pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, num total de nove organismos, em representação de 178 municípios. O assunto está agora nas mãos do Presidente da República, que já recebeu o diploma da Assembleia da República para promulgação, podendo o chefe de Estado vetar ou submeter o documento a fiscalização da constitucionalidade. A entidade regional vai mais longe e diz mesmo que a sua posição é agora suportada também pelo PENT, que ?considera as regiões do Oeste, da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo integradas na área regional de turismo de Lisboa e Vale do Tejo, não se alcançando a justificação para o mapa regional de turismo na ?lei das Regiões de Turismo? organizar este território de forma completamente diferente?, defende Lisboa e Vale do Tejo. I.M.