Lisboa espera que taxa turística renda 14,5M€ em 2018

Apresentado quarta-feira, 29 de Novembro, o Orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2018 prevê que entrem nos cofres do município 14,5 milhões de euros provenientes da cobrança da taxa municipal turística. Parte desta receita, concretamente 5 milhões de euros, irá financiar a realização, na capital, do Festival da Eurovisão.

As estimativas para o montante proveniente da taxa turística são conservadoras, tanto face ao que já foi arrecadado este ano como comparativamente ao que tinha sido orçamentado para 2017. O vereador com o pelouro das Finanças, João Paulo Saraiva, que apresentou o orçamento, reconheceu isso mesmo ao sublinhar que tudo leva a crer que o turismo continue a crescer na capital no próximo ano. Refira-se, a propósito, que o orçamento municipal para este ano previa que a verba proveniente da cobrança da taxa atingisse os 15,7 milhões de euros e que só até Outubro já tinham sido cobrados 13,9 milhões. Até agora, adiantou a directora municipal de Finanças, Paula Costa, “estão cobrados 13,9 milhões de euros”, acrescentando que a estimativa é que o valor suba até aos 14,5 milhões até ao final do ano.

No que toca ao futuro da taxa, ficou certo que ela não irá aumentar em 2018, mantendo-se em 1€ por turista/noite. Sobre o tema, o vereador das Finanças, citado pela Agência Lusa, esclareceu que “o acordo estabelecido com o Bloco de Esquerda [para a governação da cidade neste mandato] não diz se a taxa vai ser subida, mantida ou descida”, mas sim que “será estudada a taxa e o seu comportamento” e só em face dos resultados desse estudo surgirão decisões que “terão impactos em 2019″.

Parte do montante a arrecadar em 2018, concretamente 5 milhões de euros, já está atribuído e terá como destino o Festival da Eurovisão que irá ter lugar em Maio na capital e que será co-financiado pela CML. O festival vai “projectar o nome de Portugal e de Lisboa de forma muito, muito expressiva para todo o globo”, justificou o vereador

O Orçamento terá que ser ainda apreciado em reunião de Câmara a 14 de Dezembro e avalizado pela Assembleia Municipal.