Madeira vai ter nova marca turística até final de Junho

A nova marca, para a qual foi aberto concurso público e há 11 propostas em análise, deverá ser adjudicada até final de Junho e assentar no que a Madeira tem de mais genuíno – as pessoas. O tema foi abordado pelo presidente do Governo Regional da Madeira e pelo secretário regional da Economia, Turismo e Cultura na XI Conferência Anual do Turismo, que decorreu sexta-feira no Funchal, numa organização da Delegação Regional da Madeira da Ordem dos Economistas.

Ao falar na sessão de abertura da Conferência, Miguel Albuquerque anunciaria que o Governo madeirense abriu um concurso para aperfeiçoar a marca turística da Madeira, um tema que veio à baila depois de, minutos antes, André Barreto, presidente do Secretariado Regional da Madeira da Ordem dos Economistas, ter endereçado críticas à imagem actual.

Apesar de reconhecer que “toda a gente já tem uma ideia do que é a marca Madeira”, Miguel Albuquerque considerou que “o que é muito importante nesta marca Madeira” é que ela consiga espelhar “aquilo que temos de melhor e de mais autêntico”. E, para o presidente do Governo Regional da Madeira, o que a região tem de melhor e mais autêntico “é resultado da acção das pessoas. Dos madeirenses e portosantenses”, ou seja “a paisagem humanizada, as levadas, os poios, a hospitalidade, o serviço, que resulta da acção da população ao longo de gerações”. Daí que tenha considerado fundamental que as pessoas sintam representadas na nova marca: “Acho que, no desenho ou na concepção desta nova marca, é fundamental que as pessoas, os locais se sintam representados, porque a essência do turismo, do meu ponto de vista, continua a ser as pessoas e a capacidade de relacionamento das pessoas e dos povos entre si”, explicou.

No encerramento da XI Conferência Anual do Turismo, o secretário Regional da Economia, Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, faria também referência à nova marca da Madeira que, como referiu, “está em desenvolvimento”. O governante precisou que “lançámos o concurso em Fevereiro” tendo sido recebidas “13 propostas” e que momento “encontram-se 11 propostas em análise”, dado que “duas foram excluídas”. Eduardo Jesus avançou ainda que “até ao final deste mês de Maio, teremos o relatório concluído em relação a essa análise” esperando-se agora que “a adjudicação ocorra até ao final do mês de Junho”.