Mercados português e britânico marcam ano de quebras no turismo madeirense

A secretária Regional de Turismo da Madeira, Conceição Estudante, apresentou ontem os dados da actividade turística madeirense em 2012, um ano que se caracterizou “por uma evolução negativa do mercado português e do mercado inglês mas com uma evolução positiva de todos os outros mercados estrangeiros”, disse a responsável durante a BTL – Feira Internacional de Turismo. De acordo com a responsável, o ano acabo por apresentar valores já esperados, com o total de turistas a chegar aos 994 mil, enquanto nas dormidas o total foi de 5,5 milhões e nos proveitos totais houve uma subida de 0,8%, para 250 milhões de euros, tendo ainda sido registado um acréscimo de 1,1% nos proveitos por aposento face a 2011. Já a taxa de ocupação apresentada pelas unidades de alojamento madeirenses foi de 54,4%, ficando o Revpar nos 32,3 euros, o que evidencia uma subida de 2,2% em comparação com o ano anterior. Por mercados, Conceição Estudante revelou que o português e o britânico foram os que apresentaram maiores quebras, com o mercado doméstico a revelar um decréscimo de quase 22% nas dormidas, enquanto o britânico desceu 16,6%. Apesar das descidas acentuadas, Conceição Estudante diz que já se começam a notar sinais de recuperação por parte do Reino Unido, que cresceu 7% e Novembro e 16% em Dezembro, devido ao reforço de 11 frequências nas operações para a Madeira. Contrariamente, o comportamento dos restantes mercados emissores de turistas para a Madeira foi positivo, com a Alemanha a crescer 10%, a França perto de 20% e a Espanha 8%. Positivo foi também o desempenho dos principais mercados emergentes, o Brasil e a Rússia, que apresentaram subidas de 3% e 15% no número de hóspedes, respectivamente, enquanto as dormidas cresceram 8% no mercado brasileiro e 18% no russo. Apesar das quebras, Conceição Estudante destaca a resiliência do turismo madeirense que, mesmo num ano de quebras, conseguiu manter vários dos indicadores turísticos acima da média do país, com a quebra do número de hóspedes a atingir os 8% na média nacional, enquanto na Madeira foi de apenas 4,1%. Igual tendência apresentou a estada média, de 5,5 noites na Madeira, enquanto no país se ficou pelas 2,2 noites, sendo a situação da taxa de ocupação igual, com a Madeira a apresentar uma taxa de 54,4%, o que não vai além dos 39,3% na média nacional. Já no número de dormidas a situação foi ligeiramente diferente, com a Madeira a perder 1% em 2012, enquanto a média nacional cresceu 0,8%, voltando o resultado da Madeira a ser mais positivo no que diz respeito aos proveitos, que foram de 32,3 euros na Madeira e de apenas 27,2 euros no todo nacional. Já o Aeroporto da Madeira e o Porto do Funchal tiveram comportamentos distintos, com o aeroporto a registar 2,3 milhões de passageiros, descida de 4,6%, enquanto o Porto teve um crescimento de 11%, ficando perto dos 600 mil passageiros, a meta estabelecida pelas autoridades turísticas, o que só não aconteceu, disse Conceição Estudante, por questões meteorológicas, que impediram a Madeira de receber mais um ou dois navios, o suficiente para chegar aos 600 mil passageiros. I.M.