Miguel Quintas retira candidatura à presidência da APAVT

Em comunicado enviado à imprensa esta terça-feira, Miguel Quintas veio tornar pública a sua decisão de desistir da candidatura à presidência da APAVT para o triénio 2018-2020. Sem dar muitas explicações para a sua decisão, o líder da campanha “A APAVT é de todos” refere no entanto ter sofrido “pressões de vários quadrantes” para que desistisse. Apesar disso pede aos seus apoiantes “que se unam em torno de uma APAVT forte”.

“Hoje de manhã comuniquei ao actual presidente e candidato Pedro Costa Ferreira a desistência da campanha “A APAVT é de Todos” e desejei-lhe que tivesse êxito e sucesso no seu próximo mandato, em conjunto com a lista que irá encabeçar. Desejo que ele seja um bom presidente para a APAVT e para os seus associados no próximo triénio”. É desta forma que Miguel Quintas inicia a nota que foi enviada aos seus apoiantes e às redacções, em que dá conta da desistência da sua candidatura.

No texto, o ex-candidato à presidência da APAVT afirma “ter a certeza que muitas agências de viagens irão ficar desapontadas” com a sua decisão, porque ela acontece numa “fase ainda tão precoce da campanha” e “depois de terem vislumbrado, finalmente, uma oportunidade de mudança”. Declarando-se também desiludido com a decisão tomada, sublinha que ela se tornou ainda mais difícil depois de ter reunido “o apoio de mais de 90 associados da nossa Associação”.

Sem se deter muito em explicações, Miguel Quintas dá no entanto nota de pressões sentidas no sentido da sua desistência: “Desde o anúncio da minha candidatura que tenho sentido pressões de vários quadrantes, inclusive de entidades que não estão directamente ligadas à APAVT para desistir”, afirma.

Reiterando a sua posição relativamente às necessidades de mudança – “Senti que tinha o dever e condições de defender a mudança e a coragem necessária para o realizar”, afirma no comunicado – Miguel Quintas diz ter “o dever de defender os interesses daqueles que oficialmente me apoiam e se encontram (ou encontraram, em algum momento) na minha lista”, não lhes podendo “exigir este esforço (…), em nome de um trabalho que no final do dia, não alimenta as próprias famílias”.

“Eu sinto que a APAVT tem de mudar e, quiçá, este não é o momento, ou as condições não estão criadas”, continua o ex-candidato que pede agora aos seus apoiantes que “que se unam em torno de uma APAVT forte”.