MSC Cruzeiros está a crescer “quase a dois dígitos” em Portugal

Após nos últimos quatro anos a MSC Cruzeiros ter crescido “sempre a dois dígitos” no mercado português, este ano, segundo o director-geral Eduardo Cabrita, os dois dígitos estão perto mas ainda não foram atingidos, devido aos problemas nas Caraíbas, região onde o cruzeiro à partida de Cuba, em parceria com a Sonhando, “correu muito bem” e “é para continuar”.

“Estamos a crescer praticamente a dois dígitos em relação ao ano passado. Nos últimos anos, por esta altura, estivemos sempre a crescer a dois dígitos, este ano a fasquia ainda não foi alcançada devido a condicionantes da operação, decorrentes dos furacões”, disse Eduardo Cabrita, na apresentação do catálogo da companhia para 2018-2019 realizada esta quarta-feira, 4 de Outubro.

O responsável explicou que muitos passageiros que não puderam viajar nas datas e itinerários previstos só o farão no próximo ano, não contando por isso para os números deste ano. Mesmo assim, a previsão de crescimento continua a apontar para os dois dígitos, com a companhia a transportar até ao final do ano “entre 22 a 23 mil passageiros portugueses”.

Os cruzeiros nas Caraíbas fizeram toda a diferença no que toca aos números do mercado português “essencialmente porque Cuba foi muito forte para nós” este ano, refere Eduardo Cabrita, explicando que “estamos a fazer um itinerário completamente diferente das outras companhias, com três dias em Havana”. Por isso, o director-geral da MSC Cruzeiros em Portugal duvida que os passageiros que não puderam fazer o seu cruzeiro na altura dos furacões os remarquem ainda este ano, pelo contrário, diz, “é provável que os remarquem apenas para 2018”.

Quanto à parceria com o operador turístico Sonhando, Eduardo Cabrita afirma que “correu muito bem. Não tivemos centenas de passageiros, não esperávamos isso, mas a possibilidade de os passageiros poderem usufruir do cruzeiro com um voo directo entre Lisboa e Cuba e o facto de a Sonhando chegar a outros canais a que nós não chegamos” foram argumentos de peso que contribuíram para o sucesso de uma parceria que “é para continuar” e, por vontade de Eduardo Cabrita, até para alargar.