MSC Seaview é uma mais-valia para o mercado português, diz Eduardo Cabrita

Posicionando-se no Verão no Mediterrâneo Ocidental, com cruzeiros à partida e chegada a Barcelona, o MSC Seaview, inaugurado este sábado em Génova, é uma mais-valia para o mercado português, realçou Eduardo Cabrita, director-geral da companhia.

“Temos uma situação privilegiada cada vez que a MSC Cruzeiros lança um novo navio e o coloca no Mediterrâneo Ocidental dada a proximidade de Portugal a um pequeno voo de Barcelona, tendo em conta que o Mediterrâneo é a região escolhida por uma grande fatia de passageiros portugueses”, afirmou Eduardo Cabrita, para lembrar que o novo navio estará igualmente no Inverno no Brasil, destino onde a MSC pretende manter a liderança.

De acordo com o responsável da MSC Cruzeiros no nosso país, apenas 20% dos passageiros portugueses escolhem os cruzeiros que partem e chegam a Portugal (Lisboa ou Funchal), enquanto os restantes 80% dividem-se pelo Mediterrâneo e Norte da Europa, este “a tornar-se um destino fenomenal nos últimos três anos, tanto do lado das Fiordes como do lado do Báltico”, conforme disse aos jornalistas, a bordo do MSC Seaview, bem como pelas Caraíbas “a crescer cada vez mais com Cuba e partidas de Miami para Havana”.

Ou factor importante que agradará com certeza o mercado português, na opinião de Eduardo Cabrita é o facto de este navio ser um produto completamente dos restantes que constituem a frota da MSC Cruises. Tal como o seu irmão gémeo, o MSC Seaside, que está posicionado nas Caraíbas, são navios que seguem o sol, o MSC Seaview “está mais dedicado aos próprios destinos por onde vai navegar. A ideia é aproximar as pessoas o mais possível do mar. Até aqui, toda a indústria de cruzeiros estava virada para os produtos no interior dos navios, aqui, para além de encontrarmos espaços maravilhosos no interior, existem muito mais espaços para se poder estar junto ao mar, como se fosse um condomínio em Miami ou uma esplanada junto ao mar como são muito bem conhecidos em Portugal”, considerou.

Eduardo Cabrita deu ainda conta que as reservas antecipadas estão a decorrer a níveis como nunca estiveram. “Quanto mais cedo lançamos os produtos, começamos a ter reservas, o que também nos permite estrategicamente pensar em cada vez mais longo prazo. O mercado português está a responder bem apesar da penetração ser ainda diminuta”, referiu, acrescentando que a perspectiva de crescimento em 2018 é de dois dígitos, face a 2017, quando a MSC Cruzeiros transportou perto de 22.200 passageiros de Portugal.