Com Museu Judaico renovado Belmonte quer impulsionar o turismo

O Museu Judaico de Belmonte reabriu na terça-feira, dia 1 de Agosto, após ter sido alvo de obras de requalificação, num investimento de 300 mil euros através do qual se espera atingir a meta dos 100 mil visitantes ao concelho.

O espaço encontra-se totalmente renovado, incluindo novos conteúdos, muitos deles desenhados em conjunto com a Comunidade Judaica, numa aposta na divulgação da história dos judeus neste concelho do distrito de Aveiro, bem como no catapultar do turismo da região. A reabertura do Museu Judaico faz com haja “motivos redobrados para visitar Belmonte”, segundo o presidente da Câmara Municipal, António Dias Rocha, que espera atingir “o mais rapidamente possível” a meta dos 100 mil visitantes.

Em declarações à Lusa, Paulo Monteiro, o coordenador do projecto, explica que o museu permitirá “uma visita aos princípios básicos do judaísmo”, fazendo destaque à vertente museológica que dá a conhecer “a comunidade judaica de Belmonte como última herdeira dos judeus de Sefarad, que durante 500 anos manteve em segredo a sua fé, a sua religião e as suas práticas”. Os novos conteúdos foram desenhados em conjunto com estudiosos e historiadores especialistas em judaísmo e criptojudaísmo e são apresentados em português e inglês.

A Rede de Museus Municipais de Belmonte, constituída pelo Museu Judaico, Museu dos Descobrimentos, Ecomuseus do Zêzere, Museu do Azeite, Centro de Interpretação da Igreja de São Tiago e pelo Castelo da Vila, recebeu cerca de 92 mil visitantes no ano passado. De acordo com os dados da autarquia, o número representa um crescimento de 15,6% em relação a 2015, com a maioria dos visitantes a ser de nacionalidade portuguesa, espanhola, brasileira, israelita, francesa e norte-americana.