“Não podemos virar a cidade ao contrário só porque temos cá a Web Summit”

O alerta foi deixado ao Turisver.com por Luís Alves de Sousa, administrador da Heritage Hotéis. À imagem de outras unidades na capital, os hotéis da Heritage sentem pressão na procura para as datas do evento, com as reservas, em alguns casos, a terem surgido até “bastante cedo”.

Os efeitos da Web Summit que Lisboa vai receber de 8 a 10 de Novembro já se fazem sentir na hotelaria da capital e as unidades da cadeia Heritage não são excepção, com Luís Alves de Sousa a confessar que “a alguns hotéis os efeitos até chegaram bastante cedo”.

O que se passou, segundo Alves de Sousa, é que depois de um primeiro fluxo de reservas, estas estagnaram um pouco, mas “nos últimos tempos tem-se sentido já alguma pressão”.

Ultimamente a Web Summit é um tema recorrente, entre as gentes do turismo, particularmente da hotelaria, mas também da comunicação social, já que se trata de um evento muito específico que pela primeira vez decorre em Lisboa, mas Luís Alves de Sousa acredita que vai correr bem.

“É preciso é que corra bem, e acredito que assim vai ser”, afirma, deixando no entanto um alerta: “É preciso que as pessoas que vêm cá percebam que Lisboa é um destino muito agradável, com muito interesse em diferentes áreas, mas que tem as suas regras e estas têm que ser cumpridas”. Por isso, alerta “não podemos virar a cidade ao contrário só porque temos cá a Web Summit”, antes “temos que fazer o que sempre fazemos, receber bem as pessoas” e, também como é apanágio, “prestar um serviço de qualidade”.

Recorde-se que a Web Summit, que irá também decorrer na capital portuguesa em 2017 e 2018, deverá contar com 40 mil participantes, cerca de duas mil empresas, mil investidores e 650 oradores das maiores empresas tecnológicas a nível mundial.

*Leia a entrevista a Luís Alves de Sousa na próxima edição da Turisver