NERA opõe-se à exploração de petróleo no Algarve

Sem o contributo do Turismo no Algarve, “não haveria saldo positivo da Balança Comercial de Bens e Serviços de Portugal”, alerta o presidente da NERA que manifesta a sua “total surpresa e total desacordo” em relação ao anúncio feito pelo primeiro-ministro na Assembleia da República, sobre a autorização para o primeiro furo no quadro da prospecção e exploração de hidrocarbonetos ao largo de Aljezur.

Vítor Neto reafirma a sua “convicção de que a prospecção (e exploração) de hidrocarbonetos na Região do Algarve põe objectivamente em causa uma actividade económica de interesse não só regional como nacional – o Turismo”.

Por isso, o presidente da Associação Empresarial da Região do Algarve considera que “os responsáveis políticos não podem ignorar que as receitas externas geradas pelo Turismo constituem o principal sector exportador de Bens e Serviços do país (17% do total nacional – cerca de 12.500 milhões de euros), e que o Algarve contribui para cerca de 50% desse valor”.

“Depois das posições recentes em que as entidades oficiais apontaram para a suspensão e anulação desses planos no Algarve” e criarem “a expectativa de encerramento do processo”, o anúncio feito pelo primeiro-ministro causa surpresa aos empresários algarvios.

Neste sentido, Vítor Neto reitera a sua própria “disposição para continuar a opor-se com determinação contra este e qualquer outro projecto de prospecção e exploração de hidrocarbonetos no Algarve, em terra ou no mar, em conjunto com as outras associações empresariais, os municípios, movimentos cívicos e todas as entidades que se têm manifestado no mesmo sentido”.