Novo PENT aponta crescimento de 3,1% nas dormidas e 6,3% nas receitas

O Governo apresentou ontem o novo Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), um documento que o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, considerou ?mais realistas? que o anterior e onde estão previstos crescimentos médios anuais de 3,1% nas dormidas e de 6,3% nas receitas. De acordo com Álvaro Santos Pereira, que é citado pela Lusa, a versão do PENT que ontem foi apresentada e que tinha sido aprovada em Conselho de Ministro na quarta-feira, 27 de Março, ?corrige os erros? da anterior, sendo ?mais realista e adequada à actual conjuntura”, estando “focada em objectivos e acções concretas?. Ao contrário do anterior PENT, elaborado pelo Governo de José Sócrates e que Álvaro Santos Pereira diz que tinha objectivos “demasiado ambiciosos e pouco realistas”, não prevendo qualquer controlo de implementação ou avaliação, o novo documento prevê uma monitorização trimestral, cuja supervisão ficará a cargo do Turismo de Portugal, do Governo e da Comissão de Orientação Estratégica para o Turismo (CIOET), culminando com uma avaliação no final do triénio. Já o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, realçou que “os novos objectivos do PENT prevêem o crescimento médio anual de 3,1% de dormidas, face aos 5% que estavam previstos no número de turistas internacionais, e um crescimento médio anual de 6,3% das receitas e não 9% como estava previsto”. “Estes problemas no anterior PENT não são meramente teóricos, tiveram repercussões práticas e motivaram um excesso de oferta a que assistimos hoje, foi um plano que convidou e incentivou as entidades e os agentes do sector a embarcarem em objectivos muito irrealistas”, disse Adolfo Mesquita Nunes, acrescentando que o antigo plano provocou “uma estratégica de preços baixos e de grande endividamento dos agentes do sector”. O secretário de Estado do Turismo salientou também que um dos programas de acção do novo PENT ?passa pela alteração do conceito de promoção para o conceito de promoção e venda?, explicando que, depois de identificados os mercados consolidados e os emergentes, o objectivo é ?estruturar e criar uma forma de promover que seja direccionada para a venda directamente para os mercados?. A versão apresentada ontem mantém os 10 produtos estratégicos para sete destinos ? Porto e Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira -, tal como estava já definido na revisão do actual Governo, com Álvaro Santos Pereira a confirmar que o PENT estabelece os circuitos turísticos religiosos e culturais, o turismo de saúde, de negócios, de natureza, náutico, residencial, city-breaks, gastronomia e vinhos, golfe e o sol e mar como produtos prioritários. A atenção, segundo Álvaro Santos Pereira, passa a estar focada na dinamização dos mercados de crescimento, como França, Brasil, Polónia e Rússia, na revitalização dos mercados de consolidação, como Reino Unido, Alemanha, Holanda, Portugal e Espanha e no desenvolvimento em mercados de diversificação como os países escandinavos, Itália, Irlanda, Estados Unidos e América Latina. I.M.