Olaria negra de Bisalhães já é Património da UNESCO

O processo de fabrico da olaria negra de Bisalhães, em Vila Real, foi inscrito esta terça-feira na lista do Património Cultural Imaterial que necessita de salvaguarda urgente da UNESCO.

A decisão foi tomada durante a 11.ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em Adis Abeba, capital da Etiópia.

O fabrico da olaria preta de Bisalhães é uma actividade em vias de extinção, motivo que levou a autarquia de Vila Real a avançar com a sua candidatura
à lista do património cultural imaterial que necessita de salvaguarda urgente.

Segundo a autarquia, o envelhecimento dos oleiros é o principal motivo pelo qual a actividade está a desaparecer, sendo que actualmente há apenas cinco oleiros, na maioria com mais de 75 anos, que fazem desta a sua principal actividade. O processo de fabrico inclui desde o tratamento inicial que se dá ao barro até à cozedura em fornos abertos na terra, de acordo com métodos que remontam ao século XVI.

A Câmara de Vila Real já tem em marcha um plano de salvaguarda da olaria negra de Bisalhães, orçado em 370 mil euros. O objectivo é dar um novo impulso à reabilitação deste património imaterial, impedir a sua extinção e aumentar a rentabilidade desta arte que, em Março de 2015 já tinha sido reconhecida como Património Cultural Nacional.

De acordo com o presidente da autarquia, este plano de salvaguarda prevê apoios aos oleiros em actividade e acções de formação para novos oleiros, além da criação de roteiros e criação de novos designs.