OMT: Chegadas internacionais na Europa aumentaram 3% em 2012

Em 2012 como nos anos mais recentes, foram os destinos emergentes a registar maior crescimento homólogo na entrada de turistas. A Europa, destino tradicional, ficou aquém da média mundial, mas mesmo assim registou um aumento de 3%. A Europa continua a ser a região do mundo mais demandada pelos turistas internacionais. Em 2012 registou um crescimento mais moderado na procura, +3%, que se comparam aos 6% que tinha aumentado no ano anterior. Mas mesmo ficando aquém da média mundial, a Organização Mundial do Turismo reconhece que “à luz da situação económica”, o comportamento da Europa foi “muito positivo”. Ao todo, o “velhinho” continente recebeu 535 milhões de turistas, + 17 milhões que em 2011. Por sub-regiões, a Europa Central e de Leste foram as que melhor resultado obtiveram, com um aumento homólogo de 8% na chegada de turistas internacionais. Seguiu-se a Europa Ocidental, com +3%, enquanto “os destinos da Europa Meridional Mediterrânica, com +2%, consolidaram os excelentes resultados de 2011 e voltaram, em 2012 à registar as suas taxas de crescimento normais”, sublinha a OMT. Mas a região do mundo que registou a evolução mais positiva foi a Ásia-Pacífico, com +7% (+ 14 milhões de chegadas internacionais), para um total de 233 milhões, com o sudeste asiático a ser a sub-região com maior crescimento, +9%, “devido, em grande parte, à implementação de políticas que fomentam a cooperação regional em matéria de turismo”, sublinha a OMT. Com um aumento de 4% (+6 milhões) as Américas atingiram em 2012 os 162 milhões de turistas internacionais, com a América Central a crescer 6%. Já a África cresceu 6% atingindo um novo recorde de chegadas internacionais, 52 milhões, devido à “recuperação dos destinos do Norte de África, onde o aumento foi de 9%, depois de em 2011 ter perdido os mesmos 9% de turistas. Com resultados negativos esteve apenas o Médio Oriente, onde o número de turistas internacionais registou uma quebra de -5%, depois de em 2011 ter sido registada uma contracção de -7%. M.F.