OMT: Número de turistas internacionais aumenta para 956 milhões até Setembro

Nos primeiros nove meses deste ano o número de turistas internacionais ascendeu a 956 milhões, mais 34 milhões ou + 4% que no período homólogo do ano passado. Os dados foram divulgados pelo último Barómetro do Turismo Mundial da Organização Mundial do Turismo onde Portugal é um dos destinos em destaque, com crescimento a dois dígitos.

O comportamento da procura não foi igual em todos os trimestres nem em todas as regiões. No início do ano o crescimento acelerou, foi mais moderado no segundo trimestre e voltou a acelerar no terceiro trimestre do ano e, ao mesmo tempo que há destinos a revelarem resultados encorajadores, já outros que continuam a lutar contra os impactos negativos de vários acontecimentos.

Por regiões do mundo, a Europa apresentou um crescimento sustentável de 2% nas chegadas de turistas internacionais até Setembro, com sólidos crescimentos na maior parte dos seus destinos. Destaque para Portugal e Espanha, dois dos destinos que viram a procura aumentar a dois dígitos e assim compensaram as quebras registadas na França, Bélgica e Turquia.

Na Ásia-Pacífico, o crescimento foi de 9%, todas as regiões subiram, e algumas, como a Coreia, Vietname e Japão registaram aumentos acima dos 20%.

Nas Américas, o crescimento esteve na média mundial, 4%, sendo mais notório na América do Sul (+7%), enquanto a África cresceu 8%, com o Norte a dar mostrar de recuperação.

Para o último trimestre, os peritos que constituem o painel da OMT mantêm-se confiantes, especialmente no que concerne às regiões de África, Américas e Ásia-Pacífico. Já os peritos na Europa e Médio Oriente estão mais cuidadosos.

“O turismo é um dos sectores económicos mais resilientes e de crescimento mais rápido mas é também mais sensível aos riscos”, afirma o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, que alerta para a necessidade de continuar a trabalhar em conjunto com os governos e stakeholders no sentido de “minimizar os riscos e conseguir restabelecer os índices de confiança entre os viajantes”, até porque, avisa, “nenhum destino está imune aos riscos”.

Por isso mesmo Rifai vai defender na Conferência de ministros do Turismo marcada para esta quarta-feira no WTM, em Londres, a “necessidade de fazer do turismo uma parte integrante dos planos de emergência”