OMT preocupada com eventual imposto turístico em África

O secretário-geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Taleb Rifai, está preocupado com as consequências negativas que a adopção de uma taxa turística para os passageiros do transporte aéreo e clientes de hotéis pode vir a acarretar para o sector, depois de a União Africana ter anunciado que está a analisar essa possibilidade. Para Taleb Rifai, o turismo é um dos principais sectores que contribuem para a balança de pagamentos africana e um dos que confere maior vantagem competitiva ao continente, considerando que a adopção de um imposto turístico “é uma ameaça à competitividade da região e de todas as economias africanas que se baseiam, cada vez mais, no turismo como pilar fundamental para o desenvolvimento”. O secretário-geral da OMT considera que qualquer hipótese de adopção de um imposto turístico deve ser avaliada prestando “grande atenção às consequências negativas que este terá sobre a procura turística, crescimento económico e emprego”. Taleb Rifai manifestou a sua opinião durante a 56.ª reunião da Comissão da OMT para África, que decorreu no mês passado, em Angola, e foi acompanhado pelos ministros do Turismo africanos que marcaram presença no encontro, que partilham da opinião de que a adopção de um imposto turístico “é um dos principais obstáculos ao desenvolvimento sustentável do turismo e da aviação na região”, refere a OMT em comunicado. A mobilidade é um dos principais obstáculos ao crescimento do turismo em África, pelo que todo o aumento dos custos das viagens aéreas no continente vai dificultar a melhoria do transporte aéreo em África e para outras regiões. A OMT considera, inclusive, que a adopção de um imposto turístico no continente africano não vai prejudicar apenas o turismo mas sim todo o conjunto de economias africanas, uma vez que o turismo está ligados a muitos outros sectores económicos. I.M.