Passageiros aéreos continuam a desconhecer direitos

A esmagadora maioria dos passageiros aéreos na União Europeia continua a desconhecer os seus direitos, conclui um estudo realizado pela AirHelp, empresa especializada nesta matéria.

De acordo com o estudo, 85% dos passageiros aéreos na União Europeia continua a não conhecer os seus direitos e 66% dos passageiros europeus sentem que as companhias aéreas não os informam o suficiente acerca dos seus direitos. Isto justifica que todos os anos fiquem por reclamar mais de 5 mil milhões de euros em compensações a nível mundial.

O estudo também revela que 53% dos passageiros aéreos pensam que são elegíveis a receber até 600€ em compensação. No entanto, apenas cerca de metade das pessoas que sofreram perturbações em voos procederam ao pedido de compensação. As três razões mais comuns para um viajante europeu não submeter um pedido de compensação são o desconhecimento dos seus direitos (42%); pensarem que não são elegíveis para compensação (36%) e não saberem como pedir a compensação (24%).

Henrik Zillmer, CEO da AirHelp, refere: “O regulamento EC 261 da UE é bastante valioso, porque protege os direitos dos viajantes. Contudo, é evidente que os passageiros ainda se sentem impotentes contra as companhias aéreas e muitos perdem o direito à compensação a que têm direito pelo facto de não submeterem o pedido. Todos os anos, cerca de 13 milhões de passageiros deixam mais de 5 mil milhões de euros nas mãos das companhias aéreas, as quais lhes devem compensações devido a desagradáveis perturbações de voo”. O responsável acrescenta ainda que “este estudo revela, pela primeira vez, provas incontestáveis da necessidade de aumentar a consciencialização e entendimento dos direitos dos passageiros aéreos”.

Em comunicado, a AirHelp recorda que os passageiros afectados por atrasos, cancelamentos ou impedimentos de embarque “podem ter direito a uma compensação financeira de até 600€ por pessoa em determinadas circunstâncias”. Para que isso se verifique “o aeroporto de partida deve estar dentro da UE ou a transportadora aérea estar sediada na UE e aterrar na EU”, e “o motivo do atraso do voo deve ser causado pela companhia”, com a compensação a poder ser reivindicada “num prazo de três anos após a perturbação”.

Já as “circunstâncias extraordinárias” como greves sem aviso prévio, tempestades ou emergências médicas, não dão direito a compensação.

Recorde-se que no início deste ano a AirHelp lançou uma ferramenta que ajuda os viajantes a procurar voos elegíveis. Através desta aplicação, os passageiros afectados podem verificar a elegibilidade do seu voo logo no aeroporto. A app irá analisar se a perturbação no voo se qualifica para compensação e regista o pedido dentro de segundos.