Paulo Geisler reeleito presidente da RENA

Paulo Geisler, representante da Lufthansa, acaba de ser reeleito para presidente da direcção da RENA, em Assembleia Geral que elegeu os novos corpos sociais da Associação das Companhias Aéreas em Portugal para o triénio 2017-2019.

A nova Assembleia Geral é composta pelos representantes da Emirates, Aigle Azur e Brussels Airlines, enquanto na direcção, a Lufthansa assume a presidência, e inclui ainda a TAP, a euroAtlantic airways, a TACV e a Swiss, e no Conselho Fiscal estão a United, a TAAG e a British Airways.

Ao iniciar o seu quarto mandato, Paulo Geisler aproveitou a ocasião para abordar os desafios que se apresentam à associação, que passam pelas as taxas aeroportuárias, a situação dos aeroportos do país, o controlo das fronteiras e a paz social.

“No caso das taxas aeroportuárias, a RENA continuará a pugnar pela adequação do modelo regulatório imposto em Portugal às normas comunitárias e aos melhores princípios da ICAO”, referiu Paulo Geisler.

De acordo com o dirigente, uma das prioridades da RENA, em particular face ao constrangimento do Aeroporto Humberto Delgado, é que os aeroportos sejam eficientes e estejam preparados para que as companhias possam desenvolver a sua actividade e atrair cada vez mais passageiros para Portugal. “Há que tomar decisões rapidamente que resolvam a problemática dos voos nocturnos”, acrescentou.

Em relação à construção de um segundo aeroporto na região de Lisboa a RENA espera  ser ouvida na definição do modelo de financiamento, como previsto no contrato de concessão da ANA, e que este não seja financiado com as taxas dos actuais utilizadores do aeroporto Humberto Delgado.

Um dos maiores problemas que algumas companhias enfrentam e que tem que ser resolvido pela tutela é o do controlo de fronteiras em Lisboa. “As companhias pagam taxas elevadas (incluindo a taxa de segurança), há investimento feito em material e boxes – e tudo isto está a ser desaproveitado por falta de inspectores do SEF”, menciona Paulo Geisler.

Para um bom trabalho é necessária paz social. A RENA está, como sempre esteve, aberta a negociar com sindicatos e parceiros. Por via das suas comissões paritária e de relações de trabalho, a RENA é também parte activa e integrante na negociação do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT)/SITAVA. A caducidade do ACT ocorreu por ausência de acordo dos sindicatos em adaptar o ACT à realidade actual. Paulo Geisler reafirma que “continuamos receptivos a negociar uma convenção que reflicta as condições actuais do sector”.