Pavilhões do Parque D. Carlos I entram no projecto de valorização do património

É assinado esta quarta-feira o memorando de entendimento para a concessão dos Pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha, no âmbito do projecto de Valorização do Património – uma parceria entre os Ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças.

A cerimónia terá lugar na Câmara Municipal das Caldas da Rainha, com a presença da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, seguida de visita aos pavilhões.

Os Pavilhões do Parque, como são habitualmente conhecidos por se situarem no Parque D. Carlos I, foram edificados a partir de 1893, num projecto do arquitecto Rodrigo Berquó, administrador do Hospital Termal e um nome incontornável da história do termalismo caldense.

A construção teria como finalidade constituir o futuro Hospital D. Carlos, servindo como área de internamento e de outros serviços da unidade hospitalar já existente, e este passaria a ser usada exclusivamente como balneário.

Os Pavilhões do Parque jamais viriam a ser utilizados para cumprir a finalidade da sua construção e, ao longo dos anos, albergaram diversas instituições da cidade.

Representativo do projecto termal que Rodrigo Berquó ambicionava para as termas das Caldas da Rainha, equiparando-a às mais importantes estâncias termais da Europa do final do século XIX, os Pavilhões do Parque foram construídos de frente para o lago do Parque D. Carlos I.

A imagem do edifício reflectida no lago viria a tornar-se um dos cartões de visita mais reconhecidos da cidade, sendo uma das maiores atracções daquela época em Caldas da Rainha com bastante divulgação em fotografias e bilhetes postais.

Os Pavilhões do Parque, nas Caldas da Rainha  apresentam-se hoje em mau estado de conservação, em grande parte devido à ausência de trabalhos de conservação e manutenção nos últimos anos. A grande maioria das anomalias está associada à infiltração das águas pluviais.