PCP: propostas eleitorais para o Turismo

Sem o que poderíamos chamar de programa para o Turismo, o PCP apresenta no entanto algumas propostas para este sector. Entre elas estão, por exemplo, a valorização das ERTs, a promoção do mercado interno e a suspensão do programa Revive, além de preconizarem a solução Alcochete para o novo aeroporto de Lisboa e pretender que ANA e TAP retornem ao controlo público.

Não tendo, no seu programa eleitoral, um capítulo exclusivo para o Turismo, o Partido Comunista enquadra as matérias que se prendem com o sector no capítulo II, referente ao desenvolvimento económico, onde há alguns parágrafos que lhe são dedicados.

Para o PCP, o desenvolvimento do Turismo “é inseparável de uma estratégia de desenvolvimento da economia nacional como um todo” pelo que defende, por exemplo a promoção do agro-turismo e do turismo rural para desenvolver o interior.

Diversificar a oferta turística apostando em novos produtos, estender o turismo a todo o território e a todo o ano e aprofundar a diversificação dos mercados emissores, são algumas medidas preconizadas num programa que, nesta matéria, não difere grandemente do apresentado há quatro anos.

Os Comunistas defendem, também, a “valorização do papel das Entidades Regionais de Turismo e a sua articulação com as autarquias locais” e ainda a promoção de uma “estratégia voltada também para o mercado interno e para o direito do povo português ao lazer”.

Propõem igualmente o “fim do Programa REVIVE, travando a alienação e concessão de bens patrimoniais do Estado” bem como, na área dos transportes, “retomar o controlo público” da ANA – Aeroportos e da parte correspondente da TAP.

No que toca a infra-estruturas, o PCP defende a “construção faseada de um Novo Aeroporto Internacional, no Campo de Tiro de Alcochete”.

*Artigo completo na edição de Setembro da revista Turisver que já está online.