Pedro Machado define metas para o mandato

Passar de 6 milhões de dormidas em 2017 para 8/9 milhões daqui a cinco anos, aumentar a estadia média para 2,5 dias e colocar as taxas de ocupação entre os 60% e os 70%, são as metas que Pedro Machado quer atingir no final do seu último mandato como presidente da Turismo Centro de Portugal.

 

Na sede da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, em Aveiro, Pedro Machado apresentou, esta quarta-feira, o seu processo de recandidatura para o próximo mandato de 2018/2023, ao presidente da mesa da Assembleia Geral da entidade, que irá a sufrágio no próximo dia 23 de Maio.

Em declarações aos jornalistas, o actual presidente do Turismo Centro de Portugal revelou que para os próximos cinco anos, um dos objectivos prioritários passam pela reforma do Plano de Marketing da região. “A estratégia da marca Centro de Portugal foi construída em 2013, e entendemos que há necessidade do seu ajustamento, tirando partido de que há uma parte substantiva do seu território cujas premissas e condições foram alteradas. Acreditamos que tem que haver uma correspondência em relação àquilo que é a projecção hoje da marca Centro de Portugal procurando rentabilizar novas oportunidades nomeadamente nos territórios atingidos pelos incêndios e que feriu a paisagem e o produto de turismo de natureza num ciclo longo”.

Segundo Pedro Machado, “queremos também que o Plano de Marketing possa corresponder aos desafios que a indústria do turismo está a colocar: o novo perfil dos consumidores. Hoje a Região Centro tem um perfil diferente do que tinha há 10 anos atrás, temos mais asiáticos, mais norte-americanos, brasileiros, canadianos, e mais israelitas, portanto, o plano vai ter que se ajustar a este novo perfil do consumidor, que tem a ver não só com ajustar as experiências e a planificação e estruturação dos produtos ao novo consumidor, mas também um desafio para os operadores privados poderem corresponder às novas ambições e novas expectativas que o novo consumidor vem trazer à região”.

O responsável considerou ainda que “vamos ter uma linha de intervenção muito determinante” porque “não queremos correr o risco de termos amanhã espaços massificados ou virmos a ter “conflitos” entre os residentes e os novos turistas”.

Outra prioridade passa pelo reforço da competitividade e captação do investimento privado. “Há um esforço enorme que se tem vindo a registar de qualificação ou requalificação, por isso, no seio da discussão do novo Quadro Comunitário 20/30, queremos criar condições e influenciar os decisores no sentido de que o investimento para reforçar a competitividade dos privados seja um selo de qualidade da marca Centro de Portugal”.

Finalmente, Pedro Machado quer aproveitar a oportunidade para “reforçar o músculo” da estrutura que é hoje o Turismo Centro de Portugal. Conforme referiu, “vamos reforçar a qualificação dos nossos técnicos, e apostar na requalificação das nossas infra-estruturas, nomeadamente os nossos postos de turismo, com prioridades para Coimbra, Aveiro e Leiria”, até porque “quando sair quero ter a certeza que, para além do destino e da marca, mas também a estrutura do Turismo Centro de Portugal estará ao nível dos desafios que ambicionamos”.

O actual presidente do Turismo Centro de Portugal, anunciou que do dossier de candidatura constam três alterações em relação ao exercício deste mandato 2013/2018. Em primeiro lugar, “uma forte preocupação de uma representação institucional das nossas oito comunidades intermunicipais através ou de interlocutores, de empresários, associações ou redes colaborativas, ou seja, a minha primeira preocupação foi de haver uma cobertura total daquilo que é hoje a representatividade da indústria do turismo do Centro de Portugal nesta candidatura”. Por outro lado, a lista para a nova Direcção conta, pela primeira vez, com uma mulher.

Além disso, o candidato adiantou que o acto eleitoral decorrerá em três locais distintos, contra dois que aconteceram nas últimas eleições. Será instalada uma mesa em Aveiro que estará à disposição dos associados do perímetro do distrito de Aveiro, uma parte de Viseu e uma parte de Coimbra, uma segunda na Guarda para poder abranger os territórios da Serra da Estrela e da Beira Baixa, e uma terceira mesa em Leiria sobretudo para apanhar os territórios do Médio Tejo, do Oeste, da região de Leiria e o perímetro Sul da região de Coimbra. “Facilitar o acesso e poder potenciar a participação dos cerca de 170 elementos que compõem o colégio eleitoral do Centro de Portugal”, é o objectivo.

Mandatário da candidatura
– Mário Pereira Gonçalves – presidente da AHRESP – Associação de Hotelaria, Restauração, e Similares de Portugal

Mesa da Assembleia
– Presidente da Mesa: Luís Manuel dos Santos Correia – presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco
– Secretário da Mesa: Manuel Augusto Soares Machado – presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da Associação Nacional Municípios Portugueses

Comissão Executiva
– Presidente: Pedro Manuel Monteiro Machado
– João Nuno Ferreira Gonçalves Azevedo – presidente Câmara Municipal de Mangualde
– José Agostinho Ribau Esteves – presidente Câmara Municipal de Aveiro e da Comunidade Intermunicipal Região de Aveiro
– Maria do Céu de Oliveira Antunes Albuquerque – presidente da Câmara de Abrantes e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo
Jorge Manuel da Silva Almeida – vice-presidente da AHRESP
– Conselho de Marketing
– Gonçalo Nuno Bértolo Gordalina Lopes – Câmara Municipal Leiria
– Pedro Miguel Ferreira Folgado – presidente Câmara Municipal de Alenquer e presidente Comunidade Intermunicipal Oeste
– José Eduardo Arimateia Antunes – administrador Grupo Visabeira
– António Luís Vaz da Veiga Camões – Associação Hotelaria de Portugal
– Victor Jorge Paiva Leal – presidente da Associação Termas de Portugal
– Paulo Alexandre Bernardo Fernandes – presidente da ADXTUR – Associação das Aldeias do Xisto
– António dos Santos Robalo – presidente Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico