Planeamento da oferta é “decisivo para o posicionamento de Lisboa”

A presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, defendeu ontem, durante a apresentação do estudo da PwC “European Cities Hotel Forecast 2013 – Thriving or surving?”, a necessidade de planear a oferta hoteleira na capital, dado que considerou “decisivo para o posicionamento de Lisboa”. Num mercado que “não está bom para ninguém”, e em que um dos desafios que se coloca aos hoteleiros reside no acompanhamento do cliente para que ele regresse, Cristina Siza Vieira deixou claro que a oferta é superior à procura e que “há que perceber melhor o que temos e saber como estamos a vender-nos”. As declarações de Siza Vieira seguiram-se a uma das conclusões do estudo, segundo a qual, por via do não aumento de turistas e da incerteza que paira sobre o sector de Meetings&Conferences, há “riscos de sobrecapacitação da oferta em várias cidades”, incluindo Lisboa, onde a oferta aumentou entre 3 a 4% em 2012, prevendo-se crescimento idêntico este ano. Em declarações ao Turisver.com, Cristina Siza Vieira embora reconhecendo que “a capacidade instalada que temos também nos permite ir buscar mais turistas”, explicou que se coloca agora de forma premente não só a questão de “planear a oferta mas também de planear que mercados vamos buscar e intensificar as rotas aéreas para encher a capacidade que temos”. Relativamente ao planeamento, “que as outras cidades também fazem” esclareceu ser susceptível de ser enquadrado em termos de gestão territorial”, sendo através destes mecanismos (Plano Director Municipal, Plano de Pormenor, Plano de Urbanização…) “que poderemos, de alguma maneira «condicionar» a oferta”. Outra questão tem a ver com o alojamento local que “não sendo paralelo, tem condições muito mais vantajosas, quer de partida porque não tem licenciamento, quer de funcionamento”, uma vez que “não há condições de exigência, quer do ponto de vista de serviço, quer do ponto de vista de instalações”. Sobre o estudo, sublinhou a importância de saber que “estamos todos no mesmo contexto, ou seja, que o contexto de recessão económica é igual para todos, que o mercado emagrece para todos, que estamos todos a sofrer na pele a questão de termos uma Europa anémica ou mesmo recessiva”, situações que vão levar a um aumento da concorrência num momento em que “estamos todos a competir por um mercado mais pequeno”. M.F.

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